facebooktwitterinstagramgoogle+
Edição 1120 - Já nas bancas!
21/12/2018

Sociedade Educacional Irati ganha autorização para abrir escola de Ensino Médio

Nova escola de Ensino Médio funcionará em um novo prédio que está sendo construído atrás do Colégio Estadual São Vicente de Paula, em Irati

Sociedade Educacional Irati ganha autorização para abrir escola de Ensino Médio

A Sociedade Educacional Irati, proprietária do prédio que hoje abriga o Colégio Estadual São Vicente de Paula, recebeu na última semana a autorização da Secretaria Estadual de Educação para iniciar as atividades de uma nova escola de Ensino Médio, que será chamada de Colégio São Vicente de Irati.

A escola deverá funcionar em um prédio que está sendo finalizado nos fundos do atual Colégio São Vicente. “Nós sempre pensamos nas duas escolas funcionando simultaneamente e de forma articulada. Lá como uma escola estadual e aqui como uma escola particular. Mas nada impede que as duas escolas compartilhem estruturas. Então muitas ações que nós já desenvolvemos aqui são pensadas também no favorecimento da escola pública como, por exemplo, laboratórios, a parte esportiva, isso é um trabalho que estamos fazendo com a direção da escola”, disse o assessor da Sociedade Educacional Irati, Edélcio Stroparo.

Em novembro, o Núcleo Regional de Educação confirmou que o Colégio Estadual São Vicente deve fechar de forma gradual. No momento, não é possível realizar matrículas novas para a 6ª ano do Ensino Fundamental e para o 1º ano do Ensino Médio.

Segundo o Núcleo Regional, a motivação principal é a diminuição de matrículas na escola. Contudo, a justificativa é rejeitada pela equipe diretiva que aponta que o principal motivo é o preço do aluguel. A Sociedade Educacional chegou a tentar renegociar o preço. “Continua sem resposta. Tivemos algumas reuniões, mas não temos nada definido ainda. A única coisa definida hoje é que a escola entrou em processo de desativação”, disse Edélcio.

Nova escola

O assessor explica que a nova escola está sendo montada para funcionar em conjunto com a pública. Contudo, a possibilidade de fechamento da escola pública não é descartada e já entrou nos planejamentos. “Da nossa parte, nós pensamos nosso projeto aqui sem causar qualquer transtorno à escola pública, ao contrário, nós pensamos sempre em articular a estrutura para favorecer lá. Ocorrendo a desativação da escola e a desocupação do prédio, nós vamos ver o que fazemos com o prédio no futuro”, disse.

As inscrições já estão abertas e o planejamento é que as aulas comecem já no próximo ano, no dia 18 de fevereiro. “A estrutura física já temos organizada. Os professores ainda não estão contratados, mas estão todos contatados. Teremos algumas reuniões pedagógicas esse ano ainda e mais no início de janeiro, organizando esse pessoal para iniciar as atividades. Nosso trabalho começou agora, não para, e vai até o início das atividades”, relata.

Ainda não há confirmações sobre valor das mensalidades e bolsas para alunos.

Metodologia

A nova escola deverá seguir uma metodologia diferente das escolas tradicionais, já visando uma adaptação ao novo Ensino Médio que será implantado em 2022. Como ainda está em uma fase de transição, a nova escola deverá seguir diretrizes atuais, mas com metodologias diferentes.

Os alunos deverão receber uma educação de formação cidadã, mas focando principalmente, na formação para o vestibular. Além disso, o horário deverá ser integral. “Vamos cumprir o currículo mínimo que o Ensino Médio exige e vamos além, com o objetivo que o aluno consiga uma gama de conhecimentos, capaz de aprender todo um conjunto de conhecimentos com duplo objetivo: primeiro com a formação cidadã, para ter uma formação mais ampla com valores, e também informação que encaminhe para a universidade”, explica.

Os estudantes deverão cursar as aulas normalmente, mas também terão atividades como oficinas culturais e esportivas nos horários vagos. Outro diferencial, é que os alunos poderão utilizar o espaço da escola e poderão realizar as atividades extras propostas pelos professores. “Vamos articular o horário de tal forma que ele possa, o professor dando tarefa em sala de aula, no vespertino, ele vai tirar suas dúvidas também e [o aluno] vai fazer sua tarefa já no horário dele. O último horário dele, ele fará atividades mais recreativas para tirar essa tensão de estudo o dia todo. Ele terá uma oficina artística que já temos o espaço, terá uma oficina esportiva e terá um psicólogo também que fará orientação vocacional e tratará de temas que são emergentes, que são próprios da adolescência”, explica a coordenadora pedagógica, Maria Rita Kaminski.

Outro diferencial é o uso de eletrônicos, que não deverá ser proibido. As salas de aulas já estão estruturadas para atender a demanda dos equipamentos eletrônicos que também serão usados nas atividades escolares. “Boa parte do fracasso escolar talvez esteja relacionado a isso, o desinteresse da escola, porque a escola se tornou um espaço desagradável para o aluno já que não tem os recursos os quais ele está acostumado a desenvolver suas atividades no dia a dia”, relata Edélcio.

Texto/Foto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

Galeria de Fotos