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Edição 1148 - Já nas bancas!
13/12/2018

Editorial - É preciso epidemia para que haja conscientização?

Editorial - É preciso epidemia para que haja conscientização?


O verão ainda não começou, mas o calor extremo já está estabelecido há algumas semanas. Junto dele, as chuvas de verão trazem um ambiente ideal para o surgimento do mosquito Aedes aegypti.
O mosquito ficou conhecido nacionalmente como o mosquito da dengue, mas quando contaminado, o mosquito também pode ajudar a proliferar diversas outras doenças como chikungunya, zika, e até a febre amarela, quando há casos em zonas urbanas.
O tempo quente e chuvoso ajuda a proliferar ainda mais o mosquito que já se reproduz ao longo do ano. A temperatura ajuda com que a larva consiga se desenvolver mais rápido. O mosquito também aumenta seu tempo de vida com o calor, podendo viver até quatro dias.
Por isso, campanhas de conscientização são aumentadas nesta época do ano. A intenção é fazer com que a população ajude no combate aos criadouros do mosquito dentro de suas próprias casas. Mas ao invés disso, o que tem acontecido é que muitas pessoas não tem seguido as recomendações das Vigilâncias Epidemiológicas.
O resultado é possível ver nos levantamentos realizados periodicamente. Por exemplo, Irati e Imbituva são munícipios que preocupam as autoridades devido à incidência alta de focos do mosquito da dengue. E não só existem muitos focos, mas os municípios também possuem muito mosquito circulando entre a população.
O que salva a região é que não há nenhuma pessoa doente que seja picada. Quando há a suspeita de alguém que esteja contaminada, as ações de prevenção são imediatamente feitas, com bloqueio na área provável de transmissão e eliminação de criadouros. Essas ações tem ajudado a região a manter o controle. 
Contudo, o controle não diminui o temor de autoridades de que uma epidemia aconteça. Pode parecer algo exagerado, mas o medo é real, já que as férias se aproximam e muitos aproveitam para viajar, inclusive para lugares que já tiveram ou tem epidemias de dengue.
Infelizmente, o padrão que vemos em outros estados e municípios é que a população somente se conscientiza quando a epidemia está instalada e mais de 100 casos são confirmados pelas autoridades. O temor de pegar a doença se estabelece e somente neste momento que as pessoas buscam seguir as orientações dadas.
Na região da 4ª Regional de Saúde a história pode ser diferente, se a população colaborar. Se cada um fizer seu o papel neste verão, os criadouros podem diminuir e a chance da doença se proliferar diminui.