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Edição 1099 - Já nas bancas!
05/12/2018

Greve dos motoristas de ônibus escolares de Teixeira Soares foi considerada ilegal e durou apenas um dia

Greve dos motoristas de ônibus escolares de Teixeira Soares foi considerada ilegal e durou apenas um dia

Na última quarta-feira (28), motoristas do transporte escolar de Teixeira Soares iniciaram uma greve. Cerca de 20 motoristas param o transporte de alunos solicitando um aumento de 38% sobre o salário. Também aderiram ao movimento, alguns servidores do Pátio de Máquinas. A greve foi considerada ilegal pela justiça e durou apenas um dia. O judiciário determinou que os motoristas voltassem aos seus postos de trabalho e caso não o fizessem, o sindicato teria multa de 50 mil reais aquele dia e cinco mil reais a cada dia não trabalhado.

“Os prejuízos aos nossos alunos da rede municipal restringiu-se a data de ontem (28) e aos nossos universitários do período da manhã. À noite a prefeitura já contratou uma empresa emergencialmente para poder garantir e estabelecer os serviços na sua naturalidade”, explica o prefeito municipal de Teixeira Soares, Lula Thomaz.

Uma das alegações dos motoristas para a greve foi que horas-extras teriam sido cortadas. “Não foi corte de horas extras, nós seguimos o que o estatuto prevê: a possibilidade de uma jornada especial. Nós criamos a jornada especial e foi instituído o banco de horas”, explica o prefeito.

Ele destaca que alguns funcionários não cumprem o horário previsto em Lei. “Tem funcionários, que fazem transporte universitário, que não fecham nem as 8 horas diárias. Então são horas-extras indevidas, nós não estamos cortando horas-extras, nós estamos fazendo ajustes das horas trabalhadas, o estatuto prevê isso”, diz.

Lula Thomaz defende que os funcionários públicos precisam se adaptar ao que a lei estabelece e que a prefeitura deve trabalhar assim como as empresas privadas trabalham. “Aí fora a nossa população trabalha dessa forma e o funcionário público também tem que trabalhar de acordo com a lei, e a lei estabelece que ele precisa cumprir a jornada especial, segundo o estatuto e o concurso público que ele fez. Ele fez concurso para motorista sabendo que ele iria ganhar x como motorista, e as horas extras ele vai saber e compensar através do banco de horas somente o que ele tem por direito a receber, nada além disso”, falou.

O prefeito deixa claro que não houve corte algum da gratificação e destaca que apenas está seguindo as normas legais. “A pauta que foi apresentada para mim pelo Sindicato, que está trazendo politicagem para dentro do sindicato. Foi um pedido que eu acho até vergonhoso. Eles querem que o prefeito isente o motorista de apresentar a comprobabilidade de notas fiscais para as despesas de alimentação, eu não posso fazer isso, isso é uma coisa ilegal”, diz.

Quanto ao reajuste de 38% solicitado pelos motoristas, o prefeito frisa que não pode beneficiar uma única categoria.  “Se eu fizer isso eu tenho que dar 38% para todos os funcionários”, destaca o prefeito.

Segundo Lula Thomaz, em gestões anteriores acontecia esse tipo de pressão e os prefeitos acabavam cedendo. “Antigamente chegavam e pressionavam os prefeitos e eles cediam sempre, com isso foi engordando a folha [de pagamento] da prefeitura, chegando em um ponto que ficou impossível fazer gestão de folha”, disse.

Ele relata que desde que assumiu a prefeitura foram feitos vários cortes de despesas e a folha de pagamento que atingia 57% do orçamento do município, hoje chega a 51,6%, porém segundo ele esse número ainda precisa ser menor.

Lula Thomaz pede o apoio da população para que consiga ajustar as contas da prefeitura. “Eu não estou fazendo atitude política, porque se eu fosse nesse momento pensar como político, eu não teria a coragem de fazer isso, tomar uma atitude impopular, mas do lado do povo, fazendo com que os gastos sejam dentro da lei, dentro da legalidade, não inflando a folha de pagamento”, fala.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Foto: Arquivo/Hoje Centro Sul