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Edição 1099 - Já nas bancas!
04/12/2018

Especialistas visitam Pinheiro de Pedra em Prudentópolis

O fenômeno chamado de Pinheiro de Pedra, encontrado no interior de Prudentópolis, é um conjunto de fósseis de troncos de árvores, segundo especialistas. Estima-se que os fósseis possam ter mais de 250 milhões de anos.

Especialistas visitam Pinheiro de Pedra em Prudentópolis

Uma comitiva de especialistas esteve em Prudentópolis na segunda-feira (26) visitando o local conhecido como “Pinheiro de Pedra”, localizado na comunidade de Ponte Nova, interior do município.
O objetivo foi verificar o fenômeno encontrado na região conhecidos como fósseis de troncos de árvores. Segundo os especialistas, a estimativa é que os fosseis podem ter mais de 250 milhões de anos.
“É um grande achado em Prudentópolis, que é o Pinheiro de Pedra, que está no Faxinal de Taboãozinho. Eu diria que é uma das ocorrências mais importantes do Brasil, de troncos fósseis, e nossa grande preocupação por parte da ciência é que haja sua preservação”, destacou o geólogo do Instituto de Terras Cartografia (ITG), Gil Francisco Piekarz.
Segundo ele, os fósseis encontrados poderão ajudar em pesquisas. “Imaginem o valor desses troncos, tecnicamente são lenhos fósseis, e que podem dar muita contribuição para a ciência”, disse.
O professor de geografia Antonio Liccardo, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), destacou que um dos objetivos da visita também é valorizar o local. “O que estamos tentando trazer aqui é a informação de quanto é importante esse local para ciência, pra educação, e até mesmo pro turismo, porque a ideia é que eu trago alunos da universidade, sei de muitas outras instituições que vem para estudar o local. E é muito importante preservá-lo, o que estamos vendo assim é que é um sítio de valor e importância nacional, possivelmente pode até ser uma descoberta internacional e que não pode ser levado, destruído. Ele precisa de cuidados”, ressalta.
O geógrafo e arqueólogo da Secretaria de Estado de Cultura e Preservação do Patrimônio Cultural, Almir Ponte Filho, também destacou o fato da população local ter preservado os fósseis. “É surpreendente que a comunidade de Ponte Nova abraçou a ideia. Eles têm desde os seus avós que eles contavam histórias sobre os pinheiros de pedra, com lendas que vem já de muito longe. Isso é significativo do ponto de vista cultural. Nas proximidades desse local você tem vestígios arqueológicos importante da questão indígena. Isso tudo faz um patrimônio cultural fantástico”, ressaltou.
Contudo, para que o local consiga dar sua contribuição cultural e cientifica é necessário que haja preservação, como ressalta o professor Antonio Liccardo. “Que as pessoas não retirem matéria do local. O valor desses troncos de pedra é um valor cultural, se eles estiverem lá onde estão. Se as pessoas tirarem um pedacinho daquilo para levar para casa acaba virando um encosto de porta, um objeto qualquer, que não tem o menor valor científico. Perde muita informação científica, perde o valor cultural. Não tem sentido levar aquilo consigo. O que vale para o município é o pinheiro de pedra no lugar onde ele está”, destaca.
 

Lenda


A lenda do Pinheiro de Pedra apareceu no jornal Hoje Centro Sul, na edição nº 1091, onde moradores locais contaram sobre as histórias que a comunidade possuía para explicar o fenômeno.
A lenda conta que um homem cortou pinheiros em um dia santo. Após voltar ao local, depois do almoço, encontrou os pinheiros que haviam sido cortados em formato de pedra.
Recentemente, o local virou uma atração turística em Prudentópolis. Depois de uma visita dos especialistas, uma parceria deverá ser formada com a prefeitura para incentivar o turismo local.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Foto: Assessoria PMP

 

 

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