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Edição 1099 - Já nas bancas!
03/12/2018

Ambulatório de Irati será reformado

Reforma está prevista para durar seis meses. Serviços serão realocados.

Ambulatório de Irati será reformado

O ambulatório de Irati, localizado no prédio Ildefonso Zanetti, passará por reformas. Por isso, alguns serviços que são realizados no local, conhecido popularmente como Secretaria de Saúde, serão transferidos para outros lugares.
A reforma começará na próxima segunda-feira (03) e atingirá principalmente a parte da frente do prédio. A parte onde funciona a fisioterapia e a odontologia não será afetada. A previsão é que a reforma dure seis meses.
O investimento será de R$400 mil com recursos do Ministério da Saúde.
 

Farmácia


A reforma trará mudanças na infraestrutura do ambulatório. Uma das principais é que a Farmácia Municipal será transferida para o prédio, ficando no espaço onde era o Pronto Atendimento (PA).
Outra é a ampliação de salas. “O ambulatório receberá ampliações em duas salas e mais algumas mudanças serão feitas para melhorar a qualidade do nosso atendimento”, afirmou a secretária de Saúde de Irati, Magali Camargo, em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (26).
 

Erasto não será na UPA


Outra notícia dada durante a coletiva de imprensa é que a UPA da Vila São João não terá mais instalações do Hospital Erasto Gaertner, como divulgado anteriormente. “Para colocarem o hospital precisaria de um subsídio financeiro no mínimo o dobro que tem hoje. E isso hoje não é viável”, explicou a secretária.
Desse modo, a Secretaria de Saúde volta aos planos iniciais de transferir o Pronto Atendimento para o espaço. Apesar de estar praticamente pronto, não há previsão para que ocorra a mudança.
 

Endemias


A secretária ainda informou que haverá mudanças para os agentes de endemias. Os 23 agentes trabalhavam anteriormente em conjunto, indo para uma mesma área.
Agora, o município foi dividido em áreas onde os agentes de endemias foram realocados. A intenção é que cada agente possa visitar mil residências por mês e assim passar com mais frequência em vários locais do município. “Dessa forma fica mais fácil ter um relatório de produção de agente e o trabalho se faz todos os dias e se cria o vínculo com a comunidade”, disse.

Novos locais


Com a reforma do ambulatório, alguns serviços da saúde estarão em outros locais:
Pequenas cirurgias e procedimentos ortopédicos: ficarão na unidade da Lagoa
Eletrocardiogramas: serão realizados na unidade do Rio Bonito. O horário estendido até as 19h30 também será oferecido na unidade
Pediatria: será oferecido na unidade da Vila São João e Ademar Vieira de Araújo. Haverá ainda outros dois médicos pediatras fazendo atendimento na Casa da Gestante – cedida pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS)
Saúde da Mulher e ginecologia: será realizado no Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS), próximo à Escola Duque de Caxias.
Saúde Mental: ficará no prédio central onde já é realizado
Clínicos gerais: irão para as unidades da Vila São João, Ademar Vieira de Araújo e Lagoa


Esclarecimento


Durante a coletiva de imprensa, a secretária de Saúde de Irati ainda esclareceu uma informação sobre a perda de um recurso de R$ 600 mil vindo do Ministério da Saúde.
Segundo ela, existe uma portaria feita com o objetivo de incentivar o registro correto do número de óbitos ocorridos no município. Através do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), cada município possui um índice de mortalidade. Segundo a portaria, para receber os recursos, o município tem que registrar todos os óbitos. O controle acontece por meio de outra estatística, onde não pode ter menos do que 64% da mortalidade do índice do município.
A secretária explicou que o índice de Irati é de 35,28 óbitos por mês, sendo assim, se o município tiver 23 mortes não recebe o recurso. “Nós tivemos por dois meses consecutivos 23 mortes no ano passado, no mês de outubro e novembro. O Ministério da Saúde esperava que tivemos o registro até 35 óbitos ou mais. Poderíamos ter 24 óbitos e estar dentro do que preconiza a portaria que é 64% do indicador”, explicou.
Segundo a secretária, após análise da equipe de saúde, foi encontrado que em um dos meses o índice de mortalidade município ficou 64,64%, ou seja, mais do que os 64% preconizado na portaria. A secretária afirmou que o município já entrou com um recurso para questionar a decisão.

Texto: Karin Franco

Foto: Karin Franco/Hoje Centro Sul