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Edição 1093 - Já nas bancas!
05/11/2018

Eleito presidente, Bolsonaro foi o mais votado em quase todos municípios da Amcespar

Na região Centro Sul, Jair Bolsonaro (PSL) só não ganhou em Inácio Martins. Já em Prudentópolis teve a maior votação, com 73,28% dos votos válidos. Confira os números da votação no segundo turno em cada município

Eleito presidente, Bolsonaro foi o mais votado em quase todos municípios da Amcespar

No domingo (28) Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito o novo presidente da República com 55,13% dos votos, vencendo Fernando Haddad (PT) que teve 44,87% dos votos no segundo turno.

Assim que foram divulgados os primeiros resultados, a vitória de Bolsonaro foi comemorada nas principais vias do centro de Irati, que foram invadidas por diversos carros em carreata que buzinavam em comemoração. A Rua da Cidadania também ficou lotada de apoiadores de Bolsonaro.

Ao todo, Jair Bolsonaro conquistou 57,7 milhões de votos em todo o país. Essa foi a segunda maior votação da história do Brasil, perdendo apenas para o pleito em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou em 2016, com 58,3 milhões de votos.

No Paraná, Bolsonaro conquistou 4,2 milhões de votos, ganhando com 68,43% dos votos válidos. Fernando Haddad teve 31,57% votos válidos no estado.

Bolsonaro também ganhou em quase todos os dez municípios da região da Amcespar, menos em Inácio Martins, onde Fernando Haddad obteve 57,88% dos votos contra 42,12% conquistados por Bolsonaro.

O maior percentual foi em Prudentópolis, onde Bolsonaro conquistou 73,28% dos votos. Em seguida, vem Mallet, onde 67,15% dos votos válidos foram para Bolsonaro. Em Irati e Rio Azul, Bolsonaro conquistou mais de 65% dos votos válidos. Em Imbituva, Bolsonaro também conseguiu mais de 64% dos votos válidos.

Em Guamiranga, foram 58,48% dos votos para Bolsonaro e 41,52% para Fernando Haddad. Em Teixeira Soares, 58,09% dos votos válidos foram para Bolsonaro e 41,91% para Haddad.

Já em Fernandes Pinheiro e Rebouças, o voto foi mais disputado. Em Rebouças, Bolsonaro conseguiu 53,83% dos votos válidos, enquanto Haddad conseguiu 46,17% dos votos. A disputa maior foi em Fernandes Pinheiro, onde foram 50,58% de votos para Jair Bolsonaro e 49,42% para Fernando Haddad.

Pronunciamento

Assim que o resultado foi divulgado, Jair Bolsonaro realizou um pronunciamento em sua página do Facebook. Ao lado de sua esposa Michele e de uma tradutora de Libras (Língua Brasileira de Sinais), Bolsonaro destacou que quer fazer um governo sem indicações partidárias. “O que eu mais quero, seguindo o ensinamento de Deus, ao lado da Constituição brasileira, inspirando-me em grandes líderes mundiais e com uma boa assessoria técnica e profissional, isenta de indicações políticas de praxe, começar a fazer um governo, a partir do ano que vem, que possa colocar o Brasil em um lugar de destaque", afirmou.

Ele ainda destacou que há governabilidade. "Temos tudo para sermos uma grande nação. Temos condições de governabilidade dados aos contatos que fizemos nos últimos anos com parlamentares, todos os compromissos assumidos serão cumpridos com as mais variadas bancadas, com o povo em cada local do Brasil que me estive presente", declarou.

Transição

Já no início da semana começaram as discussões em relação à transição de governo. A equipe de transição pode ter até 50 membros e é responsável por entender o funcionamento dos órgãos que compõem a administração pública federal e preparar os atos a serem editados imediatamente após a posse.

O presidente Michel Temer já anunciou que o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, será o responsável por fazer uma interlocução com o novo governo.

Na terça-feira (30), o presidente eleito fez a primeira reunião com a equipe para discutir possíveis ministérios. O dirigente do PSL, Gustavo Bebianno, falou com a imprensa e disse que o governo de Bolsonaro deverá ter torno de 15 ministérios.

Alguns nomes já são cotados para o novo governo. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) é apontado para ser ministro-chefe da Casa Civil e Paulo Guedes já foi confirmado por Bolsonaro como ministro da Economia. O nome do juiz Sergio Moro foi cogitado por Bolsonaro no início da semana, mas não há confirmação se ele assumirá alguma pasta ou cargo.

Texto: Karin Franco

Foto: Reprodução/Facebook e Ciro Ivatiuk/Hoje Centro Sul

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