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Edição 1142 - Já nas bancas!
19/10/2018

UPA da Vila São João poderá ser a sede do hospital Erasto Gaertner

Possibilidade ainda está sendo estudada, mas caso se concretize, poderão ser ampliados os serviços oncológicos para Irati e municípios da 4ª Regional de Saúde

UPA da Vila São João poderá ser a sede do hospital Erasto Gaertner

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila São João poderá ser utilizada para o funcionamento do hospital Erasto Gaertner. A possibilidade, ainda não confirmada, está sendo estudada por uma equipe do hospital que visitou as instalações na manhã de quarta-feira (10).

Participaram da visita o superintende da instituição, Adriano Lago, o assessor de Novos Negócios, Renato Galvão de Oliveira, e o engenheiro clínico Jadis de Santis Junior. A visitação ainda contou com a presença do prefeito Jorge Derbli, e dos secretários Magali de Camargo (Saúde), Dagoberto Waydzik (Arquitetura, Engenharia e Urbanismo) e João Antônio Almeida Junior (Planejamento e Coordenação).

Prédio

Iniciada em 2014, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila São João está praticamente finalizada, faltando apenas alguns ajustes.

No entanto, a construção se tornou um problema nas contas municipais, já que, segundo a prefeitura, não há como manter o funcionamento regular do espaço. “Irati não tem condições de arcar com o custo de manutenção mensal de uma Unidade de Pronto Atendimento deste porte, que oscila entre R$800 mil a R$ 1 milhão por mês”, declarou Jorge Derbli.

A secretária de Saúde de Irati, Magali de Camargo, explica que o custo elevado está atrelado ao tipo de UPA construído. “A UPA tipo 2 requer o trabalho de muitos servidores, e o município não tem como arcar com um custo tão elevado do quadro profissional exigido para uma unidade desta categoria”.

No final do ano passado, Irati recebeu a autorização do ministro da Saúde, na época, Ricardo Barros, para utilizar o prédio para outra finalidade, dentro da área da saúde. Desde então, a prefeitura sonda a possibilidade de transferir o Pronto Atendimento (PA) para o local. Além disso, a possibilidade de transformar a UPA em tipo 1, que teria um menor custo, também chegou a ser pensada.

Avaliação

Atualmente, a Unidade de Serviço de Oncologia Clínica Adicional do Paraná – Unidade do Erasto – , instalada em Irati, funciona no antigo prédio da Anapci. Com quase um ano de funcionamento, o prédio apresenta limitações de espaço. Com esse conhecimento, a prefeitura de Irati também sonda ceder o prédio para o hospital Erasto Gaertner, para que os serviços sejam oferecidos no local.

Derbli comentou que existe um projeto para a construção de um hospital que atenderia toda a região, localizado no Bairro Riozinho. “Enquanto este projeto se desenvolve e tramita, já que é um processo demorado o de implantação de um hospital, estamos estudando a possibilidade de usar este espaço da UPA como forma de atender com mais conforto e recursos para os pacientes. E é exatamente esta possibilidade que começamos a avaliar junto com a equipe técnica do Erasto”.

O superintendente Adriano Lago contou que ficou feliz com o convite da prefeitura e disse que a intenção é ampliar os serviços. “Alguns procedimentos cirúrgicos, alguns procedimentos de diagnóstico, ampliar a quantidade de atendimento principalmente multiprofissional, não só o médico, tudo isso são ideias e, além disso, estamos atrelando a projetos para os próximos anos. Um deles, que o Erasto tem no radar, é ter unidades fixas de prevenção e de aconselhamento. É um fluxo diferente, são pacientes que não tem câncer, mas que serão avaliados periodicamente, mensal, semestral, anual, de acordo com seu critério, para que ele não tenha câncer, mas se essa barreira é ultrapassada e tem câncer, com toda a certeza, estaremos fazendo um diagnóstico extremamente precoce oferecendo um tratamento menos invasivo, menos dolorido, mais barato e extremamente mais eficiente”, conta.

Contudo, segundo o superintendente, a fase agora é de avaliação do que poderá ser feito. “Vamos cruzar todas essas alternativas nesta área, é um projeto como qualquer outro que envolva saúde e precisa de recursos, temos que ver que projetos cabem lá, mensurar isso, estimar custos para ver que fonte de recurso teríamos para ter o custeio disso. Agora vamos estudar em cima de uma planta para ver se conseguimos montar algum projeto que seja factível de ser desenvolvido lá. É bem precoce, é bem prematuro, mas só conseguimos passar pela etapa 2, se iniciar a 1, então acho que hoje foi a etapa 1”, relata.

A secretária de Saúde, Magali de Camargo, também avaliou a­­­ possibilidade. “O município de Irati pode usar esta edificação para outros fins de saúde. Esta visita, dependendo da conclusão a ser construída pela equipe técnica do Erasto, pode ser a primeira de várias, para se estabelecer a maneira de instalar nesta estrutura física a Unidade Irati do hospital referência nacional no tratamento oncológico. Além dos aspectos físico-estruturais da edificação, também serão observados todos os trâmites legais para uma eventual cessão do prédio, caso isso venha a se concretizar”, disse.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul, com informações assessoria PMI

Fotos:

1, 5, 6 – Karin Franco/Hoje Centro Sul

2, 3, 4 – Assessoria PMI

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