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Edição 1087 - Já nas bancas!
04/10/2018

Editorial - Processo democrático

Editorial - Processo democrático

No próximo domingo, 7 de outubro, os mais de 147 milhões de eleitores brasileiros irão para suas respectivas seções eleitorais escolher, entre os quase 30 mil candidatos, quem serão os melhores representantes para os cargos de deputado federal, deputado estadual, senador 1, senador 2, governador e presidente.
O ato de digitar alguns números e depois apertar em confirmar pode parecer banal para algumas pessoas. No entanto, o ato é um dos símbolos da democracia conquistada pelos brasileiros.
O eleitor é o protagonista do processo democrático. É ele quem aponta quem irá comandar o país e quem fiscalizará as ações. É ele quem aponta quem fará as leis. É ele quem aponta que plano de governo é o melhor para a nação. É ele quem aponta que tipo de política econômica o país terá e que tipo de política social o país seguirá. Enfim, é o eleitor que aponta e define o futuro do país.
Por isso, a escolha em quem votar precisa ser cuidadosa e consciente. O candidato votado não representará apenas os ideais das pessoas que votaram nele, mas representará o todo. Por isso, o voto não pode ser egoísta. Ao apontar alguém para ser representante, o eleitor estará apontando alguém para ser representante de todos os brasileiros, e não de um ou outro. 
Em épocas de ânimos acirrados, polarização, brigas políticas e torcedores de candidato A, B ou Z, é preciso que o eleitor saia das discussões nas redes sociais, pare e pense. Pense e raciocine o que será bom para ele e para sua comunidade. Qual melhor candidato? Qual melhor partido? Que tipo de pessoa que me representa, representa minha família, amigos, vizinhos, escola, igreja, bairro, cidade, estado, país?
Mas antes de tudo é preciso saber que para que o voto tenha valor e efetividade, o processo democrático precisa ser respeitado. Temos uma lei eleitoral que define regras que precisam ser respeitadas, desde o eleitor até as instâncias mais altas deste país. Independente de partido, opinião, credo, cor ou idade, é preciso que as regras do jogo democrático sejam seguidas. 
Qualquer menção ao desrespeito desse processo – mesmo que seja piada, gracinha ou o que for - precisa ser veemente condenada, especialmente pela população, que pode através da democracia, decidir quem são seus representantes. Concorde ou não, a decisão do voto tem que ser respeitada.