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Edição 1087 - Já nas bancas!
27/09/2018

Editorial - Depressão, o caminho mais curto para o suicídio

Editorial - Depressão, o caminho mais curto para o suicídio

A depressão é uma doença que está crescendo em todo o mundo. A estimativa é que mais de 300 milhões de pessoas sofram com depressão no planeta. No Brasil cerca de 5,8% da população tem depressão, sendo o segundo maior índice das Américas e perdendo apenas para os Estados Unidos.
Apesar de depressão e suicídio não estarem diretamente ligados em todos os casos – há casos de suicídio em que a pessoa não possuía depressão –, especialistas apontam que a depressão é uma das principais causas para que o fato se concretize. Silenciosa, a depressão é uma doença que quando se apresenta em períodos longos, pode piorar e se tornar severa. E esta doença também não escolhe perfil, todas idades e todas as classes podem ter.
Para alertar a população para prevenção, especialmente do suicídio, é que o Brasil embarcou na campanha Setembro Amarelo. A campanha reúne atividades para conscientizar a população sobre o tema que, de tão estigmatizado e delicado, é pouco debatido. Entretanto,  que faz parte da realidade de inúmeras famílias. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que quase 800 mil pessoas morrem todo ano por causa do suicídio, que é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos de idade.
Um dos objetivos do Setembro Amarelo é mostrar que é preciso dar ouvidos para quem pede por ajuda. Às vezes muitos não se dão conta da gravidade do desequilíbrio mental de quem está sofrendo depressão e minimizam o sofrimento alheio porque não conseguem entender e ter empatia por quem sofre.
Para muitos, os alertas podem soar, às vezes, como somente uma ameaça, mas não se deve pagar para ver. As doenças da mente são muito sérias e devem ser tratadas com bastante atenção e cuidado. Em muitos casos, a pessoa que sofre de depressão precisa ser ouvida, e seu sofrimento precisa ser considerado. Para muitos, é preciso tratamento, terapia e consultas a um psiquiatra e a um psicólogo para que a pessoa seja orientada a dar início a um tratamento e assim ter uma ajuda qualificada.