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Edição 1087 - Já nas bancas!
24/09/2018

Editorial - Inclusão

Editorial - Inclusão

Durante muitos anos, os deficientes foram apontados como doentes. Eles não tinham perspectiva de vida e chegavam a ser taxados como incapazes de realizar atividades normais do dia a dia. Mas com o tempo, esse pensamento mudou e as pessoas com deficiência conseguiram conquistar seus espaços em todas as áreas.
A educação de pessoas com deficiência, ao longo da história, teve diversas caras. Em um primeiro momento foi de rejeição e segregação, com as pessoas se tornando inúteis para a sociedade. Após isso, o olhar mudou e foi possível enxergar capacidades das pessoas com deficiências. No entanto, o olhar começou a ser de proteção e apesar de estímulos, muitos acabavam vivendo em seus próprios mundos. Apenas recentemente, que a educação especial começou a ter um olhar de inclusão, enxergando a pessoa com deficiência como um ser que pode colaborar com a sociedade.
Com o olhar que é preciso incluir a pessoa com deficiência é que ocorreram modificações. Eles deixaram de ficar trancados e começaram a frequentar espaços criados e adaptados para eles. Com o acompanhamento de monitores, foi possível diminuir a distância e as dificuldades perante o restante dos alunos considerados “normais” . Com isso, aos poucos, eles estão mostrando que uma deficiência não os impedem de buscar voos mais altos.
Ao ocupar seus espaços na sociedade, a pessoa com deficiência consegue também buscar por seus direitos e exigir espaços inclusivos, que estejam adaptados às suas necessidades. Dentro dessa busca, também há o olhar para a acessibilidade que é essencial para as pessoas com deficiência.
É importante ressaltar que a acessibilidade não é uma busca apenas das pessoas com deficiência. Há pessoas idosas, mães com crianças que também acabam sendo beneficiadas pela acessibilidade. Além disso, é preciso lembrar aqueles que caminham com as próprias pernas, enxergam com os próprios olhos e estão com todos os sentidos preservados podem, em uma fração de segundos, ter sua mobilidade comprometida, momentaneamente ou para sempre. Isso acontece todos os dias em casos de acidentes e doenças.
Ao defender práticas inclusivas e de acessibilidade, as pessoas não estão fazendo um favor, ou gesto de bondade e de nobreza, mas sim estão pensando em como conseguimos conviver em sociedade. Ao defender projetos de acessibilidade não se trata de apenas exercitar o politicamente correto ou apoiar uma causa nobre. Estão também defendendo seus próprios interesses. 
Por isso, práticas de inclusão e acessibilidade devem ser lembradas e elogiadas quando conseguem trazer bons resultados na sociedade. Este não é apenas um direito de uma parcela da população, mas também um dever de uma sociedade justa e democrática, que precisa estar atenta à essas práticas, além de discutir e incentivar novos meios de proporcionar inclusão e acessibilidade.