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Edição 1080 - Já nas bancas!
30/08/2018

Editorial - Estratégias para atender os agricultores

Editorial - Estratégias para atender os agricultores

Os números preliminares do Censo Agropecuário 2017 começaram a serem divulgados desde o inicio deste segundo semestre. E esses números tem trazido um detalhamento muito interessante da zona rural brasileira.
Além de sabermos coisas como o perfil dos agricultores e como a tecnologia tem chegado às zonas rurais, os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também trazem detalhamentos sobre as práticas utilizadas neste setor.
A informação é de suma importância tanto para entidades ligadas ao setor agropecuário, quanto  para os poderes públicos. Isso porque ao saber as técnicas e as práticas que os agricultores realizam ou não em suas propriedades é possível planejar estratégias e situações para incrementar o setor e torna-lo ainda mais produtivo.
Um exemplo disso é o uso da prática de plantio direto em palha nas propriedades do Paraná. Na região, 57,37% dos estabelecimentos utilizam a técnica. O número é parecido com o estadual, que chega a 58%. Apesar de esse sistema ser usado em mais da metade das propriedades paranaenses, ainda há um longo caminho especialmente se pensarmos que o estado está nas listas de maiores produtores agropecuários e tem batido recordes de produção em determinadas culturas, como a soja.
Para um estado que quer ser líder, a porcentagem mostra que ainda é preciso um trabalho conjunto de entidades e poderes públicos para a conscientização em relação ao plantio direto. 
O plantio direto é um conjunto de técnicas que tem por objetivo conservar o solo e as águas nas áreas rurais. Um dos benefícios dessa técnica é que com o passar dos anos, há maior produtividade, com redução de agrotóxico, além de manter a lavoura mais saudável e produtiva por um longo tempo.
No entanto, um dos principais fatores que fazem com que agricultores não optem por aderir ao plantio direto é a questão financeira, já que demanda um preparo e aquisição de equipamentos que pode ir além do que o produtor rural possui. Além disso, a questão cultural também é um aspecto importante já que muitos aprenderam o ofício com seus antecedentes.
Por fim, tudo isso mostra que para aumentar esse percentual, ainda é preciso um trabalho de conscientização e mais importante, um modo de ajudar a conseguir mais financiamentos para que os agricultores possam ter mais oportunidade de aderir a esse conjunto de técnicas.