facebooktwitterinstagramgoogle+
Edição 1080 - Já nas bancas!
20/08/2018

Editorial - Gravidez na adolescência

Editorial - Gravidez na adolescência

Um relatório da Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde revela que a taxa mundial de gravidez na adolescência é estimada em 46 nascimentos para cada 1 mil meninas entre 15 e 19 anos. No Brasil, a taxa é de 68,4 nascimentos para cada 1 mil adolescentes. 
Algumas adolescentes têm dificuldade para evitar a gravidez porque a educação sexual é precária em muitos lugares. Elas podem se sentir inibidas ou envergonhadas em procurar métodos para evitar a gravidez, ou estes podem ser caros para aquelas que têm menor poder aquisitivo. De forma geral, adolescentes usam menos proteção contra a gravidez do que adultos.
 Meninas incapazes ou incompetentes de resistirem ao sexo podem ser ajudadas a evitar gravidez indesejada quando instruídas devidamente de que os rapazes que prometem amor, carinho, proteção e parecem apaixonados, podem estar fissurados no corpo da garota e não na pessoa dela. Estes as pressionam para fazer sexo em nome do “amor”, quando a verdade é que eles não aprenderam (ainda) a lidar com sua excitação, assim como algumas dessas meninas. 
Quanto mais jovem é a mãe, maior o risco para o bebê.   Além disso, também costuma haver prejuízos ao pleno desenvolvimento da mãe adolescente. Complicações sociais e econômicas levam adolescentes grávidas a interromperem os estudos, o que, por sua vez, as prejudica no encontro de um bom emprego. 
Diante da tendência ao que tudo indica irrefreável de meninos e meninas iniciarem as suas vidas sexuais cada vez mais cedo, é fundamental capacitá-los a exercer a sua sexualidade de maneira responsável. 
Distribuir preservativos durante festas como Carnaval para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada é uma atitude superficial. Importante é oferecer educação sexual nas escolas de modo ético, passando valores nobres para a sexualidade humana ao invés de banalizá-la e distorcê-la. Também em casa, em conversas francas entre pais e filhos.
Adolescência é o momento para estudar e começar algum trabalho para buscar um futuro com melhor qualidade de vida. Uma gravidez precoce pode dificultar estes planos para a vida adulta. Na edição desta semana, conheça a história de uma adolescente que vivenciou a maternidade aos 16 anos e fala sobre o que sentiu e como está seu dia-a-dia com o bebê.