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Edição 1080 - Já nas bancas!
13/08/2018

Editorial - O Dia dos Pais

Editorial - O Dia dos Pais

O país inteiro comemora nesse fim de semana o Dia dos Pais. Uma data para ser vista muito além das motivações comerciais. Esse não é só um dia para dar presentes, mas para se fazer presente. O Dia dos Pais é, antes de tudo, um dia para amar. É uma parada na correria cotidiana para homenagear o símbolo de força e delicadeza de nossa infância.

É pena que ainda existam muitas crianças que desconhecem a figura paterna ou que sofrem maus tratos por parte daqueles que deveriam personificar o amor, o carinho e a dedicação. Por outro lado, há quem seja pai sem nunca ter sido. Houve um tempo em que o pai era sinônimo de autoridade distante. Hoje, é de cumplicidade. Antigamente, o pai era aquele que morava na mesma casa que a mãe e, casados, educavam seus filhos. 

Hoje, a imagem do pai é outra, tão diversa quanto a própria natureza da vida. Há pais solteiros, casados, divorciados, adotivos, jovens, velhos e quase crianças. Do mesmo jeito são os filhos: diversos e únicos ao mesmo tempo. No mundo de hoje, não basta que o genitor garanta o aspecto material do sustento de sua família. É preciso muito mais. 

O pai é aquele que, mesmo sem tempo encontra momentos para ser parte da vida de seus filhos, para conversar, fazer alguma atividade juntos, conhecer os amigos e principalmente saber o que se passa no mais íntimo de suas crias. Mas o pai não vive apenas para dar, ele também deseja receber sorrisos, abraços, amor, compreensão. 

É nesse limite entre doar e receber que se constrói a relação pai e filho. Imperfeitos, eles necessitam, aos poucos, exercitar o diálogo e estabelecer confiança. Vivemos um tempo em que a violência está em toda parte, estamos cercados por assassinatos, furtos, drogas e uma infinidade de acontecimentos que amedrontam e chocam. 

Por isso a importância de construir, em casa, um ambiente de paz. E um dos pedreiros é o pai, aquele que está sempre perto, que apoia, que orienta e que estabelece limites. Sim, porque ser pai não é permitir tudo, não é fazer todas as vontades do filho. É saber que um não muitas vezes carrega mais amor que muitos sim. 

O pai é como um bom professor. Ensina com amor e multiplica sua sabedoria ao dividi-la com os filhos. Nesse domingo, Dia dos Pais, é um bom momento para estreitar os laços com aquele a quem você ama como pai, embora talvez não o seja biologicamente. 

É o dia ideal para mostrar que o pai perfeito não é um super-herói de animações e nem alguém sem o mínimo defeito. O melhor pai é aquele que, diante de suas imperfeições e das do filho, cai, levanta, ensina, aprende e caminha sempre ao lado, de mãos dadas.