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Edição 1093 - Já nas bancas!
23/07/2018

Caminho pela prevenção

Caminho pela prevenção

O uso indevido de álcool e drogas é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Dados do Escritório das Nações Unidas para o Controle do Tráfico e Prevenção do Crime (UNODC) estimam que aproximadamente 200 milhões de indivíduos com 15 anos ou mais tenham consumido drogas ilícitas. Isto corresponde a 5% da população mundial nesta faixa etária, sendo que a droga mais consumida é a maconha. Em relação às substâncias lícitas, seu efeito para a saúde pública também é preocupante: dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que aproximadamente 76,3 milhões de pessoas possuem algum transtorno relacionado ao uso de bebidas alcoólicas e 1,3 bilhões são fumantes.

Mais do que simples dados estatísticos, estes números estão muito ligados a problemas de diferentes áreas, por exemplo, problemas físicos, psicológicos e sociais. Alem disso, câncer, cirrose, cardiopatias, malformação congênita, distúrbios de aprendizagem, depressão, desintegração familiar, violência doméstica e acidentes de trânsito são apenas algumas das possíveis consequências do consumo abusivo e da dependência de drogas lícitas e ilícitas.

Mas, o que então poderia ser feito diante desta grave situação? De fato não  existe uma fórmula mágica para reverter rapidamente o quadro de pacientes que já são dependentes químicos e que precisam de tratamento de qualidade, tanto nos serviços públicos, quanto nas clínicas particulares.

Porém, em se tratando de um problema de saúde pública tão complexo, o investimento em programas de prevenção ainda parece ser a melhor solução. Neste sentido, é importante lembrar que nas últimas décadas, inúmeras pesquisas foram realizadas para compreender a efetividade de programas de prevenção de álcool e drogas em determinadas comunidades.

Um estudo sobre a prevenção foi descrito em 10 princípios pelo National Institute on DrugAbuse (NIDA). Estes princípios visam, entre outros aspectos, a redução dos fatores de risco associados ao uso de álcool e drogas e propõem a ampliação dos fatores protetores, tais como a promoção de um relacionamento acolhedor com pelo menos uma pessoa. Eles ainda enfatizam a importância do papel da família, escola e comunidade nos esforços para retardar o primeiro contato do jovem com a droga e evitar que o consumo esporádico se torne contínuo.

Por fim, é importante ressaltar a importância de falar sobre o assunto, debater ideias e mostrar para as pessoas o quanto os vícios são prejudiciais à saúde, não só à saúde física, mas também a mental. Prevenir ainda é a melhor solução.