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Edição 1062 - Já nas bancas!
25/06/2018

Ciclo vicioso

Ciclo vicioso

Quem transita pelas ruas de Irati já percebeu a quantidade de cachorros que estão espalhados pela cidade. Nas principais ruas é possível ver facilmente grupos de cães andando junto a carros.

Alguns deles, assustados, avançam nos veículos por causa do barulho. Outros fogem quando avistam um. Quando dois grupos de cachorros se encontram, latem um contra o outro, além de espantar os cachorros que estão nas residências, que recomeçam o barulho. Enquanto isso, pessoas andam nas calçadas tendo que se desviar de cachorros, enquanto mães tentam proteger os pequenos de algum outro cão assustado que está solto na via.

Há também os gatos, que perambulam de casa em casa. Alguns acabam causando problemas quando entram em forros. E os gatos soltos que não estão castrados, também trazem dezenas de filhotes nos vários terrenos vazios espalhados pela cidade.

Além disso, há os cavalos, que estão presos por um laço que não está forte, mas que conseguem se soltar e se tornam uma ameaça ao trânsito na zona urbana, cada vez mais aumentado e perigoso.

Todo esse cenário não é novo em Irati. Por isso, duas leis municipais foram criadas para tentar evitar que as pessoas abandonem seus animais e se consiga controlar o número de animais existentes no município. No entanto, quase dois anos depois, as leis não são respeitadas em sua integralidade.

Apenas as denúncias dos animais de grande porte estão tendo seu devido encaminhamento. Oque já é por si só uma grande vantagem, já que é uma forma de evitar acidentes no trânsito.

Porém, para os animais de pequeno porte, ainda há um longo caminho. O ideal é a construção do Centro de Zooneses, já previsto em lei. Mas a falta de orçamento impede o cumprimento da lei.

Ao mesmo tempo, há uma grande quantidade de pessoas que possuem um animal de estimação, mas que não tem responsabilidade em criá-los. Muitos deixam soltos, não castram seus animais e quando, por exemplo, uma cadela, que costuma andar solta nas ruas, volta para casa grávida, os filhotes vão parar em uma caixa abandonada em uma esquina qualquer. Os que sobrevivem, vão para as ruas e talvez se reproduzam novamente alimentando esse ciclo vicioso.

Sem um trabalho conjunto do poder público e da sociedade, nós continuaremos a ver animais abandonados pelas ruas. É preciso que o poder político consiga articular os poderes para planejar e conseguir cumprir o que se deve, mas ao mesmo tempo, é necessário que a população cumpra seu papel, cuidando do seu animal, sem causar outro grave problema para o munícipio.