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Edição 1072 - Já nas bancas!
01/06/2018

Aluno de Irati irá representar o Paraná em Brasília

Durante a V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, o garoto Alan Henrique Pedroso, da comunidade de Gonçalves Junior, representará o estado

Aluno de Irati irá representar o Paraná em Brasília

O jovem Alan Henrique Pedroso, de 13 anos, aluno do Colégio do Campo de Gonçalves Junior, foi o escolhido para representar a escola, Irati e o Estado do Paraná na V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente. O menino estará no próximo dia 15 de julho em Brasília, para apresentar o trabalho realizado em conjunto com a comunidade escolar. 

Para eleger o representante que iria falar sobre o projeto a escola realizou um evento interno, no qual disponibilizou informações sobre o projeto, os alunos participantes tiveram a missão de montar uma apresentação sobre o tema e mostrá-la para os seus colegas. Alan se destacou durante a apresentação e foi o escolhido. O menino já participou de duas etapas, a regional e a estadual.

A diretora da escola, Eliane Bernadete LucaveiIaniski, ressalta as qualidades do jovem garoto. “O Alan tem o dom da palavra, ele lê muito, o vocabulário está ai presente, aqui está comprovado que a leitura é tudo”, fala.

O projeto criado pela escola é intitulado “Água- a grande teia da vida” e foi selecionado durante a Conferência Estadual Infantojuvenil, realizada em Foz do Iguaçu (Oeste do Estado) no início do mês. A proposta foi escolhida entre 128 pesquisas de escolas das redes pública (municipal e estadual) e particular, elaboradas por estudantes do Ensino Fundamental com idade entre 11 e 14 anos.

A diretora irá acompanhar o aluno até Brasília. Ela fala que o trabalho é o resultado de uma ação conjunta entre professores, alunos e a comunidade. “Representar o Paraná para nós é muito importante porque representa também o reconhecimento do nosso trabalho, do empenho de todos os estudantes e da mobilização dos professores e da comunidade”, disse.

Ela ainda destaca a importância em trabalhar esse assunto em sala de aula com os alunos.  “Uma pesquisa como essa proporciona a eles ir além dos muros da escola e mostrar seu potencial. Para nós tem um significado especial, principalmente por ser uma escola do campo, onde vivenciamos diariamente a importância da preservação do meio ambiente”, fala.

O menino Alan está confiante que irá trazer o prêmio para Irati. “Eu estou bastante confiante, foi uma surpresa para mim a gente já ter conseguido passar na regional, ainda mais na estadual, a gente fica confiante”, diz.

O garoto complementa: “Esse projeto está sendo muito gratificante, porque além da gente estar envolvendo a comunidade, a gente vai estar ajudando o meio ambiente”.

Durante a etapa regional o aluno ficou entre os 19 no primeiro dia, a surpresa da primeira colocação só veio um dia depois.

Patrick Koncruk ficou como suplente de Alan e acompanhou toda a preparação do trabalho. “Eu não pude ir, mas estou muito feliz porque ele conseguiu, ficou em primeiro lugar, meus pais estão bem orgulhosos da escola”, fala.

No decorrer do desenvolvimento do trabalho, muitas pessoas ajudaram a instituição, foi o caso do professor Daniel, professor de geografia da Unicentro.

Adriana Mika é pedagoga na Escola do Campo de Gonçalves Junior, e ressalta:“Foi um trabalho bem motivacional, nós fizemos um trabalho coletivo, nós debatemos com os professores, com toda a nossa equipe, o trabalho jamais teria o efeito que teve sem a participação de todos”.

Quem esteve bem engajada no projeto foi à professora Camila Rocha Nos. “Nós estamos muito felizes com essa série de conquistas inéditas, para o nosso colégio, para o município, inéditas até para o núcleo regional”, conta.

Proposta

Os alunos do Colégio Estadual do Campo Gonçalves Júnior fizeram um estudo de possíveis problemas ambientais nos rios no entorno da escola. A pesquisa consistiu em entrevistas com moradores e fotografias. Os estudantes diagnosticaram a falta de mata ciliar nos rios e riachos da região e o avanço desordenado de vegetação exótica. Propuseram o reflorestamento de árvores nativas, o recolhimento e a venda de latas de alumínio para arrecadação de recursos para investimento em insumos e materiais necessários para recuperação das áreas atingidas, além de reuniões com os alunos para que todos plantem, pelo menos, uma muda e palestras para conscientização dos moradores.

Texto: Silmara Andrade/Hoje Centro Sul

Fotos: Arquivo pessoal

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