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Edição 1072 - Já nas bancas!
28/05/2018

Produtos em falta

Produtos em falta

Aquilo que estava previsto para acontecer está começando a acontecer. Com os caminhões parados na greve dos caminhoneiros que se estende por quase uma semana, diversas cidades começam a registrar um desabastecimento.

O medo de que o combustível terminasse aumentou o consumo e contou com longas filas de carros nos postos de combustíveis para conseguir abastecer. O resultado é fácil de saber: em pouco tempo as bombas ficaram vazias. O desabastecimento aconteceu não somente em cidades menores, mas em cidades de portes médios, como Guarapuava e Ponta Grossa, que já na quinta-feira não registravam mais combustíveis nas bombas.

O primeiro item a sumir foi a gasolina. Em alguns postos de combustível podem ser encontrados álcool ou diesel – como é o caso de União da Vitória – mas ainda em menor quantidade.

Com menos combustível, duas situações acontecem: primeiro falta produto nas lojas e segundo consumidores desaparecem do comércio. A segunda situação pode se ver nas ruas, que tiveram menos pessoas e carros circulando em Irati.

Os supermercados foram os principais atingidos. Apesar de haver ainda muito produto, já que o estoque estava cheio, já é possível ver que itens como carne, leite e legumes e verduras começam a diminuir das prateleiras.

A previsão é que o suprimento existente nos supermercados de Irati ainda dure o fim de semana. Mas se a greve continuar até a próxima semana, não há previsão do pode acontecer.

E pelas propostas feitas pelo Governo Federal e pela Petrobras, a greve dos caminhoneiros não deve acabar tão cedo. As propostas foram consideradas fracas pela categoria, que deve continuar ainda mais forte em suas manifestações.

Uma das razões é que a manifestação desta vez tem apoio da população que já cansou de pagar preços exorbitantes pelo combustível, que possui tributações altas. Por exemplo, 45% do preço da gasolina é de tributação e no preço de diesel, 29% é de tributação.

O que é possível perceber é que a greve deve dar sinais de que possa acabar somente quando o Governo Federal decidir, de fato, encontrar uma solução para esta questão.