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Edição 1087 - Já nas bancas!
11/05/2018

Fernandes Pinheiro:Pavimentação da estrada do Angaí segue a todo vapor

Período com pouca chuva ajudou o andamento das obras; Moradores do Angaí comentam expectativas e transtornos gerados pela obra

Fernandes Pinheiro:Pavimentação da estrada do Angaí segue a todo vapor

Em pouco mais de um mês de execução dos serviços, a obra que ligará a comunidade do Angaí, no interior de Fernandes Pinheiro, à BR 277, está a todo vapor. Atualmente, a fase da obra é de terra planagem e compactação e, de acordo com o departamento de engenharia do município, a primeira camada de base, feita com pedras, já foi realizada em um trecho de aproximadamente um quilômetro.

Máquinas e tratores operam por todo o trecho de 4,5 quilômetros que receberá pavimentação asfáltica.

De acordo com a prefeita municipal de Fernandes Pinheiro, Cleonice Schuck, a avaliação é que o andamento da obra está sendo muito ágil. “Está com um andamento excelente, acima da expectativa, o tempo bom, o tempo de seca, está ajudando bastante, está com um rendimento excelente e o projeto está acontecendo dentro ou acima do esperado”, disse.

“A expectativa é que se o tempo continuar colaborando e não der meses de muita chuva, até o final de outubro, início de novembro, estaremos entregando essa obra para toda a população”, comenta a  prefeita.

Com o bom andamento da obra, a primeira medição foi realizada. “Nesta semana aconteceu a primeira medição e nos próximos ocorrerá o primeiro pagamento através do governo do Estado, para a empresa que está executando a obra”, relatou Cleonice.

Interrupções

Desde que as obras começaram, vários seguimentos da estrada do Angaí têm sofrido interrupções ao longo dos dias. E, em alguns momentos,a via fica interrompida totalmente. Moradores comentam que conseguem passar em horários pré-estabelecidos, como de manhã ou à noite.

Segundo o engenheiro Marcos Daniel Mehret, responsável pelo projeto da obra de pavimentação, o trecho ainda não foi interrompido totalmente, mas poderá ser futuramente. “Ainda está sendo liberado. Vai chegar a um momento que vai ter que ser interrompido. Às vezes, alguns carros tem que esperar carregar algum caminhão, mas ainda está liberado”, disse.

No dia a dia, quem precisa chegar ao Angaí, mas tem receio de passar pela estrada habitual por causa do maquinário e das obras na pista, acaba optando por acesso secundário, que tem percurso maior. O trecho é de aproximadamente 17 quilômetros e pode aumentar de 30 a 40 minutos a viagem. A estrada de chão está em boas condições, mas o condutor necessita de atenção redobrada durante o percurso.

Avaliação da comunidade

Apesar dos transtornos temporários – que costumam ser comuns em qualquer tipo de obra – , a maioria das pessoas da comunidade do Angaí com quem a reportagem conversou está satisfeita com as realizações das obras de pavimentação. “Eu acho que vai crescer a nossa comunidade com o asfalto”, disse o morador Paulo Robson Moreira. Ele trabalha com linhas de transmissão e conta que está utilizando o segundo acesso para trabalhar, mas que em algumas vezes consegue ir pelo trecho que está em obras. “A gente desvia por lá, mas às vezes, dá pra desviar por aqui”, disse.

Segundo a dona de casa Meiriane Gasparello de Jesus, a obra será boa. “Vai ser bom para o Angaí, para o desenvolvimento. A única desvantagem é que tem dar a volta, fica mais longe. Mas do resto está bom”, relata. Para ela, a dificuldade maior é para quem trabalha fora do Angaí, já que precisa aumentar o trecho. “É difícil para quem trabalha em Irati, tem que dar a volta. Mas só isso. Não teria como as pessoas passarem porque daí atrasa. As pessoas querem que seja rápido, mas passando atrapalha”, conta.

O administrador de um mercado da localidade, Antônio Orlei Küller, cita que o transtorno deverá ser momentâneo. “Agora está um pouco com transtorno. Os caras fazem uma volta enorme. Eu acredito que seja momentâneo”, disse. Mesmo assim, ele acredita que a obra ajudará a comunidade.

Já Izaias Küller, proprietário de um outro mercado em Angaí e vereador de oposição à atual administração, critica a obra. “A volta é muito grande e algumas empresas já pararam de entregar. Nós temos mercado, mas não é um mercado grande que vá fazer falta pra eles, mas estamos tendo dificuldades. Já perdemos clientes”, disse.Segundo ele, muitos moradores têm receio de fazer críticas.

Sua esposa, Silvana Küller, também reclama. “Se vem com as verduras, elas ficam cheia de pó. Se tem algum caminhão na frente eles não têm como passar. É complicado. Nós estamos recebendo entrega, às vezes, de noite. Estamos sem pão porque o rapaz vinha toda a semana e agora ele vem a cada 15 dias”, afirma.

Para ela, o ideal seria que a obra funcionasse em meia-pista para que os moradores pudessem continuar usando o trecho de menor acesso à BR 277.

O engenheiro Marcos Daniel Mehret explica que o uso de meia-pista seria inviável, pois iria atrasar a execução da obra e baixar a qualidade. “Isso dificulta a obra. Atrasa a obra demais e até a execução da obra não fica legal. Fazer em meia-pista, a qualidade da obra não fica a mesma como fazer a pista inteira”, explica.

Visita à obra

A prefeita Cleonice Schuck conta que toda semana ela e o engenheiro Marcos Daniel Mehret têm acompanhado o andamento da obra. Também comenta que, na quinta-feira (10), o ex- secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa, deverá vir a Fernandes Pinheiro conferir a obra. “Pepe Richa, que foi quem acreditou no nosso projeto, na nossa idealização, e que liberou através da solicitação e empenho do deputado Alexandre Curi”, disse a prefeita.

Projeto

O projeto de pavimentação asfáltica entre Angaí e a BR 277 terá uma extensão de 4,7 quilômetros. Ao todo, obra possui investimentos de R$ 4,6 milhões de recursos do Governo Estadual e mais R$ 1 milhão de contrapartida da Prefeitura de Fernandes Pinheiro.

O projeto conta com uma pista de rolagem de sete metros, além de uma caneleta e um metro de grama.

A empresa contratada, que está executando as obras, é a Construtora Tangará, de Irati. A previsão é que a pavimentação asfáltica seja finalizada até final do segundo semestre.

Texto/Fotos: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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