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Edição 1063 - Já nas bancas!
28/03/2018

Professora mostra que é possível conciliar a sala de aula e a produção de doces

Lilaine Zub é professora de química e doceira há quatro anos. Para ela, a época da Páscoa é o melhor período para a comercialização de produtos

Professora mostra que é possível conciliar a sala de aula e a produção de doces

Está cada vez maior o número de pessoas que desejam ganhar dinheiro trabalhando em casa. Exemplo disso é quem aproveita essa época do ano para fazer e vender ovos de páscoa,oferecendo produtos artesanais, que fazem sucesso com o público mais exigente.

Lilaine Zub é professora, mas decidiu há quatro anos se dedicar também a outra profissão, a de doceira. “Eu sempre gostei de fazer doces. Eu sou professora de química e um dia conversando com algumas colegas elasme deram a ideia de fazer doces. Eu fiz para uma e ela gostou, fiz para a outra e também gostou,então fui fazendo. A vizinha já pediu para eu fazer para o aniversário da filha dela. Então se espalhou. Aícomecei a fazer, comecei a me dedicar mais nos doces, buscar cursos, buscar coisas diferenciadas, porque se fosse para fazer o que todo mundo faz eu não faria. Busquei algo diferente”, comenta.

A doceira destaca que quando resolveu começar a fazer doces também já iniciou o feitio dos ovos de páscoa. “Eu decidi fazer tudo na mesma época: ovos e chocolates. Graças a Deus a produção vem aumentando gradativamente ano a ano”, diz.

Ela fala que a Páscoa é o período em que mais consegue vender doces. “Eu não sei exatamente quanto foi vendido no ano passado, mas foi uma quantidade boa.A Páscoa é o forte, nenhuma outra época bate a Páscoa”, fala.

A linha gourmet é destaque, de acordo com Lilaine.“As pessoas procuram muito mais os ovos que possuem ingredientes especiais, trufados e com recheios marcantes, como o brigadeiro, leite ninho, Ferrero Roche e Kinder Ovo”, disse.

Ela comenta que no ano passado utilizou mais de 50 quilos de chocolates para produzir os ovos. “É difícil prever a quantidade, a gente tem que se programar, no ano passado gastei muito chocolate, isso fora os recheios que são diferentes”, diz.

Mesmo com tanta encomenda,Lilaine faz todos os ovos sozinha. Para isso precisa fazer sacrifícios, já que precisa conciliar a vida de professora e doceira. “A parte do feitio eu faço sozinha e meu marido ajuda na entrega.Nas últimas semanas a gente praticamente não dorme, nos últimos dias não dorme”, fala.

Motivação

Além de ter uma renda extra para a família, a doceira também conseguiu aliviar o estresse fazendo doces. “Eu gosto de ser professora, porém as condições de trabalho não são mais adequadas, e isso acaba desmotivando. O doce para mim foi quase uma terapia, ele estava me ajudando desestressar, estava me ajudando a continuar a ser professora”, comenta.

Lilaineconta queenfrentou questionamentos no início.”Muitas pessoas acharam muito estranho no início, me falavam: ‘nossa uma professora de química fazendo doces’.Mas o pessoal não sabia que eu tenho mais uma formação, sou tecnóloga de alimentos. Então eu tenho todo o conhecimento para ter um controle de qualidade, manipulação de produtos e todaa higiene necessária, fora os cursos extras que eu já realizei”, conta.

O que é preciso para fazer chocolates

Parafazer bombons, trufas, pirulitos e ovos de páscoa, é necessário conhecer os vários tipos de chocolate existentes no mercado; conhecer os segredos para derreter e temperar o chocolate corretamente; também é preciso saber os prazos de validade dos produtos.

Além disso, é necessário ter conhecimentos sobre o ambiente ideal para se trabalhar com chocolate; é preciso saber a diferença entre bombons, trufas e bombons trufados, e é indispensável saber como vender os produtos. Sem esses conhecimentos fica muito difícil ter sucesso com a fabricação e venda de chocolates artesanais.

Muita gente começa a fazer trufas, bombons, pirulitos e ovos de páscoa sem ter o conhecimento necessário para fabricar produtos de qualidade. O resultado é que perdem credibilidade no mercado, e precisam vender seus produtos a baixo preço, e mesmo assim não conseguem muitos clientes, e em pouco tempo desistem do negócio.

Texto: Silmara Andrade/Hoje Centro Sul

Fotos: Arquivo Pessoal

 

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