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Edição 1099 - Já nas bancas!
22/03/2018

Informação e inclusão

Informação e inclusão

Desde cedo os pais veem que a criança apresenta características diferentes das outras, seja no âmbito da fala, comunicação, interação ou até mesmo no cotidiano, com manias. No entanto, em geral, o desconhecimento sobre o que é autismoe suas características ainda é grande. Isso faz com que muitas crianças demorem a receber diagnóstico e que pais não consigam entender o que o filho tem.

Mesmo após o diagnóstico de autismo, alguns pais ainda ficam inseguros. Isso porque o autismo é visto como uma síndrome em que as crianças podem apresentar diversas características. Diferente do retardo mental, onde o desenvolvimento defasado é apresentado de forma uniforme, o desenvolvimento da criança com autismo é totalmente irregular. Ao mesmo tempo em que a criança pode apresentar dificuldade de desenvolvimento em um aspecto da vida, em outro, ele pode apresentar um desenvolvimento acima da média.

A dificuldade também se apresenta quando vemos que o autismo possui espectro de leve a severo, fazendo com que muitas crianças acabem sendo diagnosticadas, mesmo sem apresentar todas as características da síndrome. Outra dificuldade é o desconhecimento sobre as causas do autismo. Esse desconhecimento faz com que diversas causas surjam no imaginário da população, dificultando ainda mais o entendimento sobre o que é o autismo.

Se os pais das crianças autistas, que estão tão perto da situação, sentem-se perdidos nas informações, o desconhecimento geral sobre o autismo tem proporções gigantescas. As informações desencontradas fazem com que asíndromeseja uma incógnita para grande parte da população mundial.

A falta de informação de qualidade sobre o transtorno acaba prejudicando exatamente as crianças autistas. Isso porque para elas a convivência com o mundo externo é um desafio por si só. Juntando isso, com a ignorância das pessoas sobre o assunto, a inclusão dessas crianças na sociedade é dificultada. Por isso, o jornal Hoje Centro Sul ouviu especialistas e famílias que convivem com crianças com síndrome para abordar o tema.

O esforço para que pessoas autistas possam fazer parte da sociedade precisa ser de todos. Um dos primeiros passos é buscar informação de qualidade para saber como se portar e entender o que acontece com um autista. Esta atitude é importantíssima, especialmente para as pessoas que estão no espectro leve da síndrome. Essas pessoas apresentam dificuldades de interação, mas podem ser extremamente produtivas em um mundo que precisa cada vez mais de conhecimento e inovação.

A convivência com uma pessoa autista é difícil, independente do espectro em que ela está diagnosticada. Contudo, isso não pode servir como desculpa para que não haja respeito, tolerância e inclusão dessas pessoas.