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Edição 1086 - Já nas bancas!
19/03/2018

Mais 57 cidades contam com helicóptero para socorro médico

As regiões de Irati, Ponta Grossa, Guarapuava, União da Vitória e Telêmaco Borba serão atendidas.

Mais 57 cidades contam com helicóptero para socorro médico

 

 A sede da nova base foi inaugurada nesta segunda-feira (19) no aeroporto municipal de Ponta Grossa, pelo Governador Beto Richa. O helicóptero vai atender um raio   de 250 quilômetros, abrangendo mais de 57 municípios.

“O uso de helicópteros e aeronaves a serviço da saúde é um dos principais programas do nosso governo e um sucesso absoluto”, disse Richa. Ele informou que as quatro bases existentes já realizaram 10 mil atendimentos. “Assim como os demais helicópteros que já atuam no Estado, este é dotado de equipamentos de UTI para dar suporte à vida, além de equipe médica”, explicou o governador.

Richa ressaltou que a população passa a contar com uma aeronave preparada para o transporte de pacientes e de órgãos para transplante e para resgate de pessoas em situações de urgência e emergência. Além disso, a base que ficará em Ponta Grossa também será utilizada, também, por helicóptero do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), para dar suporte a operações policiais.

O governador enfatizou que hoje todo o território paranaense já é coberto pelo atendimento aeromédico, com bases de Cascavel, Maringá, Londrina, Curitiba e, agora, Ponta Grossa. Além disso, a população também conta com um avião UTI, além de outras três aeronaves da Casa Militar, que são utilizadas para serviço médico, sempre que necessário.

“Milhares de vidas salvas, nenhum óbito registrado durante o transporte, devido à agilidade do atendimento, aos equipamentos de última geração e à equipe médica qualificada. São serviços que deixamos à disposição dos paranaenses, e com muita qualidade”, afirmou Richa.

O serviço aeromédico, ele lembrou, também contribuiu para que o Paraná desse um salto na questão de transplante de órgãos. “Saltamos do décimo colocado no ranking nacional de transplante de órgãos para a segunda colocação”.

ESTRUTURA - O secretário da Saúde, Michele Caputo, explicou que o novo helicóptero está à disposição da população dos 57 municípios todos os dias da semana. “Preparamos toda uma estrutura de atendimento para receber quem chega, como o Hospital Regional dos Campos Gerais, que inclusive já tem um heliponto. Ampliamos os leitos de UTI, capacitamos os profissionais”, disse Caputo.

Ele explicou que a estrutura do serviço aeromédico montada no Estado faz parte das ações do programa Paraná Urgência e se concretiza em redução efetiva de mortes. “Reduzimos muito a morte por acidentes de trânsito e a morte precoce por AVC, por exemplo. A questão do transplante ganhou muito com a organização do transporte aéreo”, disse Caputo.

SEGURANÇA – A descentralização para atendimento das ocorrências policiais foi o aspecto destacado pelo secretário da Segurança Pública, Júlio Reis. “Essa base é importante e cito a Serra de São Luiz do Purunã, que não raras vezes é um impeditivo para deslocamentos rápidos, as vezes até por questão climática”, disse ele. Nas atividades de segurança helicópteros são usados para observação e orientação a equipes em terra.

PRESENÇAS - Participaram da inauguração da base do serviço aeromédico os secretários estaduais José Richa Filho (Infraestrutura e Logística) e João Carlos Gomes (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), os deputados estaduais Plauto Miró Guimarães, Hussein Bakri e Márcio Pauliki e o deputado federal Sandro Alex.

Rede Paraná Urgência reduz morte e aumenta transplantes

Implantado em 2012, o serviço aeromédico do Governo do Estado faz parte de uma série de ações da Rede Paraná Urgência, que amplia o acesso da população a serviços de urgência e emergência. Foram implantados os Samus Regionais. O atendimento com o Siate foi fortalecido com renovação da frota e foi intensificada a qualificação dos prontos-socorros do Estado.

Essa estruturação dos serviços de urgência e emergência, a retaguarda hospitalar e a capacitação dos profissionais de saúde resultaram em expressiva redução de índices de mortalidade foi expressiva.

Houve redução de 26,8% no índice de mortes por acidentes (exceto violência); de 21,58% nas mortes por doenças cardíacas e cerebrovasculares precoces. Também graças à organização da Rede, o número de transplantes de órgãos foi ampliado em mais de 300%.

Da Redação com informações da Agência Estadual

Foto: Orlando Kissner/ANPr

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