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Edição 1093 - Já nas bancas!
12/03/2018

Falar sobre o assunto é o primeiro passo para ajudar

Falar sobre o assunto é o primeiro passo para ajudar

É um assunto que ninguém quer falar, nem sabe como abordar. É um assunto triste. É um assunto que ninguém sabe como encarar. No entanto, o suicídio é uma realidade. E uma realidade cada vez mais próxima da gente.

Somente em Irati, 16 pessoas cometeram suicídio no ano passado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio.

O grande desafio na prevenção do suicídio é o de falar sobre o assunto. O suicídio é algo espinhoso, delicado, vergonhoso e tantos outros adjetivos que cada um, da sua maneira, o descreve. Contudo, é preciso que os preconceitos sobre o assunto sejam desmitificados e o assunto, precisa sim, ser falado de maneira aberta, e principalmente correta.

Muitas vezes o suicídio é apenas uma consequência de uma doença mental que não foi tratada. No entanto, vivemos em uma sociedade que ainda não consegue compreender o que é a doença mental e não consegue reconhecer quando alguém próximo está passando por ela. Assim, essa pessoa acaba não conseguindo criar forças para procurar um tratamento profissional para o seu caso. E pior, pessoas ao redor do doente não conseguem ainda ter uma sensibilidade em relação ao caso, e acabam atrapalhando, ao invés de ajudar.

Ao invés de escutar, dar um abraço amigo ou se mostrar disposto ajudar, as pessoas costumam julgar, fazer piadas ou até mesmo fugir das situações, já que em seus próprios julgamentos elas não têm condições de ajudar, ou simplesmente, não querem se comprometer.

Campanhas de prevenção são ótimas maneiras de esclarecer sobre o que fazer. O desconhecimento e a desinformação existem, mas é necessário ainda um trabalho de formiguinha para que a população tome consciência desse assunto e consiga trabalhar de forma unida na prevenção.

Falar sobre o assunto é o primeiro passo para ajudar. É o que se pode ver com na série 13 ReasonsWhy, disponibilizada com a Netflix. A repercussão polêmica da série no ano passado fez com que Centro de Valorização da Vida (CVV) duplicasse o número de ligações e o assunto suicídio voltasse à tona. O centro possui voluntários dispostos a receber ligações de pessoas que precisam de apoio emocional.

Enfim, o caminho da prevenção é um caminho árduo, especialmente, porque precisamos estar abertos para ajudar. No entanto, não é um caminho impossível. Se exercitarmos mais o nosso ouvir, a nossa empatia, a nossa fraternidade e a nossa compaixão poderemos conseguir auxiliar no combate ao suicídio.