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Edição 1080 - Já nas bancas!
27/02/2018

Política em Questão - Por Letícia Torres e Ciro Ivatiuk

Política em Questão - Por Letícia Torres e Ciro Ivatiuk

Perguntar não ofende

Segundo informações de bastidores, faz mais de uma semana que o prefeito de Rio Azul, Rodrigo Solda (PSDB), não aparece na sede da prefeitura do município. Consta que ele tinha agenda esta semana em Brasília, entretanto, os compromissos marcados na capital federal eram em apenas um dia. Será que ele saiu mais cedo para arrumar as malas? Ou será que o prefeito postergou o próprio recesso de Carnaval, pois Rio Azul foi o único município da região que tirou dinheiro dos cofres públicos para oferecer ao povo três noites de folia? E dá-lhe pão e circo! Mais circo do que pão. 

Estradas intransitáveis em Rio Azul

Enquanto isso, na prefeitura de Rio Azul, nossa equipe presenciou agricultores pedindo melhoriasem estradas rurais, que, segundo eles, estão intransitáveis. Uma das reclamações é da estrada que vai até a localidade de Teodoro Padilha. A preocupação dos agricultores é que o período de safra se aproxima e são necessárias boas vias para escoar a produção. A desculpa de falta de recursos não poderá ser usada, porque para festa de carnaval tinha dinheiro público. 

Irati ganha retro escavadeira

Na próxima segunda-feira (26), Irati receberá uma retroescavadeira hidráulica nova. O equipamento, que deverá colaborar para que a administração de Jorge Derbli (PSDB) preste serviços de manutenção de estradas rurais, foi conquistado com o apoio do deputado federal Sandro Alex (PSD).

Lava Jato investiga o pedágio no Paraná

Deflagrada nesta quinta-feira (22), a 48ª fase da Operação Lava Jatotenta mostrar as "reais causas" do usuário pagar preços tão elevados nos pedágios do Paraná. Seis pessoas foram presas temporariamente nesta fase da Lava Jato que apura corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias paranaenses.Um dos presos é o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR), Nelson Leal. Segundo o procurador do Ministério Público Federal (MPF) não há indícios de participação do governador Beto Richa (PSDB) nos fatos relacionados. 

Aberta a caixa preta

Nesta a 48ª fase da Operação Lava Jato, de acordo com o MPF, a Econorte (concessionária de pedágio da região de Londrina) recebeu cerca de R$ 2,3 bilhões de tarifas pagas pelos usuários entre 2005 e 2015. Deste total, pelo menos R$ 63 milhões foram repassados, conforme o MPF, para empresas de fachada ou sociedades cuja prestação de serviço ou entrega de produtos não foi confirmada. Vale lembrar que esta é apenas uma das concessionárias do estado. Com certeza as investigações da Lava Jato em relação ao pedágio no Paraná prosseguirão e as outras concessionárias também deverão ser analisadas, pois a caixa preta foi aberta.

Beto Richa comenta Operação

“A gente não tem o costume de varrer nada para debaixo do tapete. Determinei à controladoria do estado que instaure um processo de investigação e esclarecimento destes fatos, destas possíveis irregularidades que são apontadas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público nesta operação”, afirmou o governador Beto Richa. Questionado sobre as buscas feitas no Palácio Iguaçu, na estação de trabalho de Carlos Nasser, o governador respondeu:“Carlos Nasser nunca foi meu assessor direto, ele participou de vários governos, do governo Requião, do governo Álvaro Dias, do governo José Richa também e do meu governo. Ele é de terceiro escalão, não tem ligação nenhuma com o meu gabinete. Os procuradores da república, indagados, afirmam que não tem nenhuma ligação com a minha pessoa”, finalizou.