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Edição 1057 - Já nas bancas!
09/02/2018

Paraná não possui casos de febre amarela

Superintendente da Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde, Julia Cordellini, fala sobre a situação do estado e dá algumas orientações à população

Paraná não possui casos de febre amarela

Dados da última semana, divulgados pelo Ministério da Saúde, mostraram que mais de 80 pessoas já faleceram desde o ano passado em virtude da febre amarela. Ao todo, foram 1.080 notificações, sendo que 213 casos foram confirmados.

Ao contrário de alguns estados do país, como Minas Gerais e São Paulo, que já registraram mais de 30 mortes por causa da doença, o Paraná não possui registro da doença. Dos 18 casos notificados, 14 foram descartados e quatro estão em investigação.

“Nesse momento, a situação do Paraná está sob controle, não só na 4ª Regional, mas em todo o estado do Paraná. Não há circulação do vírus da febre amarela em nenhum local do Paraná e não temos nenhum caso de macaco infectado pelo vírus da febre amarela”, afirma a superintendente da Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde, Julia Cordellini.

Vacina

Como o estado não possui casos confirmados, a recomendação para o uso da vacina é para quem está em lugares de risco. “Se você vai para áreas de risco, como rios e matas, se você é um trabalhador ou mora numa região de rios e matas, ou vai para fora do estado do PR, vai para SP, MG, ES, RJ, BA ou mesmo para fora do país e que tenha recomendação, se você não tem [tomou anteriormente] uma dose da vacina, você precisa tomar uma dose da vacina dez dias antes de viajar para que essa vacina possa fazer efeito antes da sua viagem”, recomenda.

Ao tomar vacina, também é necessário que se preste atenção às indicações e contraindicações. “A vacina não está indicada para todas as pessoas. Para crianças abaixo de nove meses, pessoas a partir de 60 anos, não é recomendado a vacinação. Se tiver dúvidas, essas pessoas precisam conversar com o médico porque não se faz vacina nessas pessoas sem prescrição médica pelo risco existente. Pessoas que estão com a imunidade baixa, pessoas que estão em quimioterapia, pessoas que têm alguma doença crônica que baixa a imunidade, que estão tomando altas doses de corticoide há muito tempo, então são situações de doenças graves, que baixam a imunidade, que colocam em risco. Essas pessoas precisam antes conversar com seus médicos a real necessidade e se há realmente indicação, ou se continua contraindicada”, alerta.

A superintendente ainda chama a atenção que quem tomou a vacina da febre amarela em algum momento da sua vida, não precisa tomar outra dose. “Primeira coisa importante: ela é dose única. Ela mudou no ano passado. É oficial: não se faz revacinação de febre amarela”, explica.

Juliana ainda afirma que o estado do Paraná está com o estoque normal de vacinas. “Não há falta de vacina em nenhum local em nenhuma regional do Paraná”, destaca.

Transmissão

A superintendente explica que a transmissão da febre amarela é feita por mosquitos, como o Haemagogus, e não por macacos. “Macacos não transmitem febre amarela para as pessoas, não há transmissão de macaco para o homem, para o humano, nem de uma pessoa para outra. Quem transmite a doença é o mosquito infectado com o vírus, não é o macaco que transmite. Eles não precisam serem mortos, serem agredidos porque o macaco não transmite o vírus da febre amarela pro homem”, explica.

No caso da febre amarela, a morte de um macaco pela doença indica que o vírus está circulando na região, e que é necessário começar a realizar ações de prevenção. “O que temos no momento é a febre amarela silvestre, então é por isso que se o macaco for infectado, normalmente ele pode ir a óbito e ele serve de um sinal de que o vírus está circulando nessa área. É por isso que a gente indica essa prevenção através da vigilância. Nós estamos sempre fazendo a avaliação. Sempre que tem alguma notícia de macaco morto, nós vamos lá, encaminhamos equipe de vigilância, coletamos material, procuramos entender se tem pessoas com algum sintoma exatamente para que a gente não deixe o vírus da febre amarela entrar no estado do Paraná”, relata.

O mosquito Haemagogus é um dos que pode transmitir a doença para população. No entanto, segundo a supervisora, o estado possui este tipo de mosquito, mas ele não possui o vírus. “Ele existe, só que não temos o vírus. O mais importante é isso”, disse.

A zona rural é um dos locais em que pode haver risco de doença, devido aos rios e matas. Por isso a recomendação é que pessoas que vivam próximas às matas, ou em zonas urbanas que tenham muita vegetação ao redor, se vacinem. “As pessoas que são viajantes, turistas ou trabalhadores, que tem essas atividades de acampamento, ecoturismo, pescas, extrativismo, lenhadores, pessoas que ficam adentrando à mata próximos a rios. Esteja com sua vacina em dia”, orienta.

Vacina

Quem pode se vacinar?

Pessoas com nove meses de idade até 59 anos, que não tenham contraindicação. Precisam de prescrição médica para tomar a vacina: gestantes, bebês menores de nove meses, mulheres que amamentam crianças até seis meses de idade, alérgicos a ovo, pessoas com o sistema imunológico debilitado em razão de doença ou tratamento e pessoas a partir de 60 anos de idade.

Já tomei uma dose da vacina contra febre amarela, devo tomar reforço?

Conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) apenas uma dose da vacina é indicada para a prevenção, mesmo que já tenha passado 10 anos da aplicação da mesma.

Se a pessoa perdeu o cartão de vacinação, ela pode ir ao posto se vacinar?

Sim, mas se a unidade de saúde tiver o registro que a pessoa já tomou a vacina, não será preciso revacinar. Atualmente a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica dose única.

A vacina pode provocar reações adversas?

Sim, qualquer vacina pode provocar reações adversas leves, moderadas ou graves. Por esse motivo, orienta-se procurar uma unidade de saúde ao surgimento de qualquer sintoma pós-vacinação.

Quais os principais sintomas em caso de reação adversa?

A vacina pode provocar na maioria das vezes reações locais, dor de cabeça, febre e mal estar em algumas pessoas.

Onde posso obter mais informações sobre a febre amarela?

Informações podem ser obtidas através da unidade de saúde mais próxima de sua residência, site da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (www.saude.pr.gov.br)e o site do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br).

Texto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

Foto1 e 2: Reprodução/Ministério da Saúde

Foto3: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

Fonte: Secretaria Estadual de Saúde

 

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