facebooktwitterinstagramgoogle+
Edição 1087 - Já nas bancas!
18/12/2017

Familiares e amigos do sindicalista Jerso Schizzi relembram como era conviver com ele

O ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Irati, que faleceu no mês de novembro, aos 60 anos, deixa como lição que é preciso ver a vida com bons olhos

Familiares e amigos do sindicalista Jerso Schizzi relembram como era conviver com ele

No dia 22 de novembro o ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos Jerso Luiz Schizzi faleceu aos 60 anos. Ele nasceu na cidade de São Leopoldo-RS no dia 20 de setembro de 1957 e desde 1978 atuava em Irati.

Tatiane Schizzi, filha do sindicalista, conta sobre a trajetória dele. “O pai chegou a Irati no ano de 1978. O primeiro emprego na cidade foi na empresa Metalúrgica Thoms e Benato, depois na oficina São Cristovão Franczak. Em 1995 ele decidiu abrir uma oficina para manutenção de equipamentos agrícolas e serviços de torno e solda. Por último teve a Usimec Tornearia, na rua XV de novembro”. 

Jerso atuou mais de 40 anos na mesma profissão.  “Mecânica e tornearia sempre foram  paixões do meu pai, ele gostava muito desse trabalho. Ele pensava muito rápido para resolver os problemas das mecânicas e dos equipamentos, já tinha tudo esquematizado na cabeça para trazer a solução. Gostava de inventar, inovar e deixar o cliente satisfeito”, relembrou Tatiane.

Um grande marco na vida de Jerso foi ter presidido o Sindicato dos Metalúrgicos por quase 10 anos. “O sindicato dos Metalúrgicos foi fundado no dia 15 de março de 1956, mas o período que o meu pai presidiu foi de 1984 a 1993, quase 10 anos. Hoje o Sindicato é presidido por Geraldo Rocha, que está no comando há 20 anos”, disse.

Em 2016, quando o Sindicato completou 60 anos, Jerso Luiz Schizzi recebeu o título de Honra ao Mérito pela contribuição em todos esses anos de história de luta sindical em Irati. “Ele sempre foi uma pessoa muito forte, guerreira, dificilmente deixava-se abater por algum problema. Nem sempre conseguimos resolver tudo na vida, mas ele tentava resolver com alegria”, finaliza Tatiane. 

Jerso tinha muitos amigos, entre eles, Laryany Canuto, que o admirava e também relembra a forma como ele pensava. “Jerso sempre foi uma pessoa alegre, a frase que me deixou marcada, além da gargalhada dele, é: ‘Coisa mais linda’. Ele se referia a tudo desse jeito, era assim que via a vida, sempre com bons olhos”, relembra.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Foto: Divulgação