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Edição 1010 - Já nas bancas!
24/11/2017

Editorial - Um ato de amor

Editorial - Um ato de amor

Neste sábado (25), o Hemepar de Irati realiza mais uma campanha para doação de sangue. O objetivo é estimular que iratienses participem das doações.

O objetivo tem uma razão: mesmo tendo o Hemepar em seu município, a maior parte das doações vem de municípios da região e não de Irati. Segundo a direção do Hemepar, a população de outros municípios, como Rio Azul, tem dado uma consistente contribuição, tendo sempre pessoas para doarem sangue.

Em Irati, o desafio é com quem mora perto do local de doação. A população da zona urbana doa menos que a população do interior. Por mais difícil que se possa imaginar, o que acontece é que quanto mais próximo do local de doação, menos participação.

O resultado disso é instabilidade da quantidade de doações. Segundo parâmetros técnicos, 6 mil a 11 mil pessoas teriam que ser doadoras na região, levando em conta a quantidade da população. No entanto, somente o número total de doações está em quase 2.500 doações. Vale ressaltar que esse número total são de quantidade de bolsas de sangue doadas e não de doadores. Isto é, um mesmo doador pode ter doado duas bolsas de sangue, fazendo assim com que o número de doadores seja bem menor do que o total de doações.

Mas apesar de pequeno para a região, esse número é festejado pelos profissionais da saúde, já que segundo o Hemepar de Irati, a unidade nunca teve um número tão alto de doações. As doações anteriores não passavam de 1.600.

O aumento é causado por aquilo que popularmente é conhecido como boca-a-boca. Isso porque agentes que costumam marcar as consultas com os pacientes foram capacitados pela unidade de Irati para captar possíveis doadores. Ou seja, a cada conversa com uma pessoa se procurava mais pessoas que poderiam ser possíveis doadores. Com o boca-a-boca feito pelos agentes e a facilitação do transporte de outros municípios para Irati, foi possível aumentar o numero de doações.

Segundo a diretora do Hemepar de Irati, Emilinha de Fátima Zarpellon, a intenção é estender e ampliar em Irati este tipo de trabalho para aumentar as doações aqui do município.

Porém, mais que aumentar o número de doadores, o desafio é fazer com que a população vá constantemente doar sangue e não somente quando precisa. Isso porque uma bolsa de sangue tem validade de 30 dias a 45 dias. Isto é, a cada 30 dias, pelo menos, é necessária uma doação para repor a anterior perdida. Além disso, há pessoas que precisam constantemente de doações, não somente de um tipo de sangue, mas também um tipo de sangue com determinadas características para evitar a rejeição do corpo.

Todos esses detalhes fazem com que o ato de doação de sangue não seja apenas um ato de caridade, mas sim, um ato de amor, de solidariedade e de preservação da vida. Doe sangue. Doe vida!