facebooktwitterinstagramgoogle+
Edição 1003 - Já nas bancas!
13/11/2017

Editorial - “Tempo bom”

Editorial - “Tempo bom”

Na agricultura, o fator climático é decisivo. Os produtores rurais dependem tanto da chuva, como da estiagem nos momentos certos para garantir o plantio, a boa produção e a colheita. Nem sempre isso acontece e as perdas ficam para o agricultor - o tem acontecido nas últimas semanas.

Os produtores de trigo foram os mais prejudicados com o excesso de chuvas em outubro, quando foram registrou 239,2 mm de chuva  em Irati. Na região a situação é a mesma, muita chuva danificando o trigo que estava prestes a ser colhido. A tendência é que a cultura tenha queda no preço, já que a qualidade do grão não irá ficar muito boa.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SEAB), já está frustrada a estimativa de que  seriam produzidas mais de 73 mil toneladas nos 19.800 hectares plantados na região Centro Sul. O clima gerou quebra de safra e a produção diminuirá. Parte do trigo que seria destinado à indústria para a fabricação de farinha, pães, massas e biscoitos, devido aos efeitos das chuvas, servirá apenas para ração animal.

No caso da soja, que começou a ser plantada há pouco tempo, o problema é com a erosão, que tem levado as sementes em algumas propriedades e, em outras, tem causado o apodrecimento das mesmas. Com isso, os prejuízos já estão ocorrendo, apesar de não terem sido contabilizados ainda, pois prossegue o período de plantio.

Outro problema ocasionado pelas chuvas é nas estradas rurais. Muitas são danificadas, o que dificulta o trânsito dos moradores da área rural e o escoamento da produção, de todos os tipos de produção. Em toda a região, os municípios tiveram estradas afetadas e as reclamações dos agricultores se evidenciam.  

O  excesso ou a falta de chuva sempre são problema para a agricultura. Em alguns setores há seguros que garantem que a perda não seja muito grande, mas dependendo do tipo de cultivo isso acaba não sendo a regra. Então, resta aguardar o “tempo bom”, seja ele seco ou chuvoso.