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Edição 1003 - Já nas bancas!
06/11/2017

Sanepar amplia o abastecimento em 2 milhões de litros de água por dia em Irati

Isso será possível com a colocação de um terceiro poço em operação a partir desta sexta-feira (03). A iniciativa deverá evitar os constantes problemas de falta de água nas áreas mais altas de alguns bairros de Irati

Sanepar amplia o abastecimento em 2 milhões de litros de água por dia em Irati

A Companhia de Saneamento do Paraná, Sanepar, ampliará a estrutura de abastecimento de água em Irati, a partir desta semana. Serão 2 milhões de litros de água a mais por dia, pois um terceiro poço deve entrar em operação na sexta-feira, dia 03 de novembro, segundo o gerente regional da Sanepar, Marcos Roberto Santos.

“Até o dia 3, nós estamos em fase de teste da adutora, vendo como essa adutora está se comportando, checando o reservatório para que no dia 3, esse Poço 3 entre em operação”, disse Marcos. Segundo ele, a iniciativa fará com que constantes problemas de falta de água deixem de acontecer  nas áreas mais altas de alguns bairros de Irati – como noticiado na edição 996 do jornal Hoje Centro Sul, em 11 de outubro de 2017.

Edson Mouro Rios, gestor da Sanepar, explica que o novo poço possui a capacidade de 100 mil litros a mais por hora.A gente vai ter capacidade para colocar mais de 2 milhões de litros de água por dia. Hoje a demanda de Irati é em torno de 9 milhões de litros de água, então você consegue um percentual significativo. São 2 milhões que você consegue incrementar, então compensa muito mais em déficit de produção”, disse.

Falta de água

Segundo o gerente regional Marcos Roberto Santos, o investimento evitará problemas frequentes de falta de água. Entretanto, situações pontuais, como por exemplo um rompimento de tubulação, podem acontecer.

Ele garante que o esforço é para que esses imprevistos sejam solucionados o mais rápido possível. “Quando houver o rompimento da tubulação é necessário fazer um fechamento das manobras, você tem que manobrar. Quando você faz o fechamento do registro, você acaba deixando a população sem água pra efetuar o conserto. Qual o nosso objetivo? Que as terceirizadas atendam dentro do tempo padrão para que seja mais rápido o retorno da água para a população”, disse.

Marcos explica que  esses rompimentos acontecem por diversos fatores. “Ele rompe às vezes por questão de vir uma empresa que está prestando um serviço, vai lá e acaba batendo, chocando na rede, acaba rompendo a tubulação. Ele acaba rompendo também por questões de variação de pressões, a questão do tempo, do desgaste do material”, disse.

O tempo padrão para conserto é de quatro horas, porém a Sanepar tem realizado esforços para consertar o mais rápido possível. “O rompimento é constante, é um trabalho de manutenção constante, então o objetivo é tornar esse trabalho mais efetivo, quando houver a parada para conserto da rede,  que esse retorno seja mais agilizado”, destacou o coordenador industrial, Fabiano Icker Oroski.

Outra obra que já está prevista é um reservatório que deverá ser concluído em setembro do próximo ano. “Será 1,5 milhões de litros a mais de reserva. A reserva ajuda a compensar um pouco quando você tem essas perdas. Na lei de vazamentos, por ações de terceiros, nós temos vazamentos ocultos, às vezes tem que primeiramente promover as pesquisas, pra então localizar o vazamento. Muitas vezes o tempo pra pesquisa de vazamentos é maior que execução do serviço, mas essa condição de ter essa reserva vai ajudar bastante a compensar, a estabelecer com maior brevidade o reabastecimento porque às vezes você precisa fazer manobras, para direcionar água de uma região pra outra, para não deixar só uma região realmente desatendida, então você vai equilibrar essas manobras”, explica Fabiano.

Condomínio Solaris

Segundo Marcos, a situação do Condomínio Village Solaris, está praticamente resolvida, faltando apenas a finalização da parte do esgoto.  “Já está regularizado, já foi liberado, já foram feitos os testes, já foi liberado, inclusive foram feitas as ligações prediais, a única questão que ficou faltando é a parte de esgoto. Uma parte de esgoto que está em andamento, que seria uma ou duas elevatórias de esgoto para fazer a reversão de bacia, só isso que está faltando lá”, disse.

Bloqueador de ar

Um instrumento que tem sido divulgado nas redes sociais é o bloqueador de ar. Segundo os fabricantes, a peça que é colocada junto ao relógio evitaria a entrada de ar e assim não contabilizaria ar como água.

De acordo com o gestor da Sanepar, Edson Mouro Rios, o ar que entra pode muitas vezes proteger a tubulação. “Se está plena, cheia de água, se você vai para a tubulação, onde as partes de baixo consomem esse volume contido na tubulação, o que vai acontecer: o espaço vazio vai ter que ser ocupado por ar, senão você vai formar uma pressão negativa que vai romper essa tubulação. É um outro motivo que acontece de romper a tubulação. Porém, esse ar entra por onde? Pelo próprio medidor, quer dizer, a gente não produz, bombeia, ele acaba entrando”, explica.

O medidor não contabiliza o ar como se fosse água,  explica o gestor .“O medidor vai girando ao contrário lentamente, porém, na retomada, a expulsão é mais rápida, as pessoas se impressionam, do comparativo que está girando muito rápido, acham que está passando muito”, disse.

O gerente regional da Sanepar, Marcos Roberto Santos, alerta também que esta prática é proibida pela Sanepar, já que ao mexer no cano do medidor para colocar o bloqueador de ar, o consumidor pode acabar contaminando a rede. “Ele é um ponto de contaminação. A nossa rede é selada e pressurizada e com água tratada, então você não tem um ponto de contaminação, uma água potável, isenta de contaminação. No momento que se corta essa rede, instala esse dispositivo é uma entrada de contaminação para rede. Então, se esse dispositivo está instalado no jardim, perto de uma lixeira, ou o cachorro passa por ali e tem contato com esse dispositivo, ele acaba contaminando a rede, então por isso que a Sanepar proíbe instalar qualquer dispositivo que abra a rede, que dê espaço para a contaminação”, disse.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Fotos: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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