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Edição 1005 - Já nas bancas!
30/10/2017

Acesso à localidade Pinho de Baixo preocupa moradores

Acesso à localidade Pinho de Baixo preocupa moradores

Moradores da localidade rural de Pinho de Baixo, em Irati, estão preocupados com o estado do acesso à comunidade. O trecho fica próximo à BR 277, perto do restaurante Maxim´s, e se encontra com buracos que têm prejudicado os que passam pelo local.

Um deles é o agricultor Antônio Leopoldo Zarpellon que conta que já chegou a quebrar a camioneta por causa dos buracos. “Ficou três dias na oficina”, conta. “Eles colocam restos de asfalto, tapam os buracos, mas vem uma chuva e abrem os buracos”, disse.

Para ele, a maior preocupação é com a escoação da safra, que aumenta a circulação de caminhões pesados no trecho. “Como vamos passar com o caminhão cheio de trigo? Como vai desviar?”, questiona.

Edenei Borges Pereira é outro morador, que possui uma mercearia na localidade rural. Ele conta que quatro fornecedores chegaram a não trazer mercadorias por causa do acesso. “Agora nenhum vem. Se eu quiser a mercadoria, eles trazem até a cidade ou até o pátio do restaurante Maxim´s. Pra cá eles não vem por causa disso. Um caminhoneiro falou que cortou um pneu num daqueles buracos. Se os pneus dele estavam bons, eu não vi, mas ele alegou isso. Até fiquei uma semana sem mercadoria”, disse.

Segundo ele, forma-se uma espécie de parede de asfalto nos buracos, que não são curvados, como os de estrada de chão, o que contribui para danificar significativamente os pneus. “Além de ele cair forte, dá um impacto reto na parede do outro lado. Se ele é pequeno, ele dá a batida tanto no fundo, quanto na lateral do pneu e se ele é grande ele bate no descer e bate no subir. Ali estraga pneu e o prejuízo é grande”, conta Edenei, que também já teve sua camioneta prejudicada por causa dos buracos.

O acesso fica próximo ao trecho da BR 277 de responsabilidade da concessionária Caminhos do Paraná. A Caminhos do Paraná informou, através de sua Assessoria de Comunicação, que considera o local de responsabilidade da Prefeitura de Irati, por entender que o trecho é parte da via rural municipal. “O acesso ao lado do estabelecimento comercial é regularizado e a concessionária realiza a manutenção, quando necessário. Já a via marginal, essa é tratada como uma via rural municipal, mesmo dentro da faixa de domínio. Então deve ser mantida pelo município”, diz a nota enviada pela concessionária.

A Prefeitura Municipal de Irati afirma que é responsabilidade da concessionária a manutenção da via, pelo fato do trecho estar dentro da faixa de domínio. Mesmo assim, para evitar os transtornos que tem ocorrido, o município afirmou, em nota oficial, que pretende fazer a manutenção da via. “Visando dar solução de conservação, ao menos provisória, a um trecho de estrada que fica à margem da BR-277, e que pertence à área de domínio da concessionária de rodovias Caminhos do Paraná, a Prefeitura de Irati enviou um ofício à empresa solicitando autorização para efetuar os serviços”, diz a nota.

A assessoria da prefeitura de Irati explica que aguarda autorização para realizar a manutenção. “O documento foi encaminhado ao Diretor de Operações e Manutenção da concessionária, Marcio Agulham Martins, pela Secretaria Municipal de Arquitetura, Engenharia e Urbanos, que aguarda agora parecer favorável da empresa para, de posse do documento de autorização, dar respaldo à Secretaria de Serviços Rurais para execução da manutenção necessária”, explica a nota.

De acordo com o secretário Anselmo, quando foram feitas as adequacoesa na entrada do pinho de baixo a caminhos do Paraná pediu verbalmente que ainda não tivesse feito nada nmo trecho.

O secretário destacou que a pasta está disposta a realizar algo para a recuperação do trecho, já que seria algo simples de fazer. “se for para desenvolver, desenvolvemos”, dissse.

No entanto, ele destacou que o município tem seguido uma ordem de prioridade em relação às estradas rurais por causa do pouco maquinário e recursos. “Temos uma prioirdade maior que é no trecho da Serra, entre Itapará e Inácio Martins, onde tem um cadeirante que precisa fazwer três aplicações em Inácio Martins, que fica a 20 minutos do local em que mora. Temos que ter prioridades e bom senso do que é necessário fazer primeiro. É impossível atender todo mundo ao mesmo tempo”

Há também a questão legal, já que segundo o secretário a marginal é da concessionaria.

Texto/Foto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

 

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