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Edição 1003 - Já nas bancas!
30/10/2017

Hoje Centro Sul chega à edição nº 1000: Conheça um pouco da trajetória do jornal e como a informação pode ser utilizada no futuro

A arquivista do Centro de Documentação e Memória (Cedoc) da Unicentro, Márcia Dore, conta como as informações são utilizadas em pesquisas cientificas

Hoje Centro Sul chega à edição nº 1000: Conheça um pouco da trajetória do jornal e como a informação pode ser utilizada no futuro

Você já pensou que a informação que está lendo agora pode servir para uma pesquisa científica? É isso que acontece no Centro de Documentação e Memória (Cedoc) da Unicentro localizado no campus de Irati.

A arquivista Márcia Dore comenta que o centro tem um caráter de guarda permanente e acaba sendo um importante instrumento de pesquisa. “O acervo que nós temos, não é um acervo histórico, é um acervo de guarda permanente. Já foi feita toda a classificação e inventário. O pesquisador tem acesso a um instrumento de pesquisa, desse instrumento de pesquisa ele tem informações sobre o acervo, sobre o fundo documental, e ali ele vê o que interessa. Ele pega o documento, essas informações que estão registradas num documento, em suporte de papel ou imagem, fotografia, plantas de engenharia e arquitetura, e usa essas informações dentro do contexto da pesquisa dele”, explica.

Além de edições do jornal Hoje Centro Sul e de diversos periódicos da região, o acervo guarda documentos produzidos pelas mais diferentes instituições ao longo do tempo. “O acervo é essencialmente regional. O pesquisador não vai encontrar aqui informações ou material de pesquisa de uma região que não seja a nossa. Então, o que é produzido na região de abrangência da universidade e que nós conseguimos trazer pra cá é recolhido e disponibilizado. Tanto do Poder Judiciário, do Poder Executivo, doação de pessoas e muito mais”, relata.

Atualmente, alguns dos documentos que estão sendo utilizados são processos criminais do Poder Judiciário, que fazem parte do acervo. Alunos do curso de Mestrado em História estão realizando pesquisas através do Núcleo de Estudos da Violência e nesses documentos conseguem identificar a sociedade da época e o seu comportamento. “Um homicídio ou um furto é o fato que gera o processo, mas dentro do processo tem inúmeras informações que o pesquisador do curso de História utiliza. Tem informações sobre o hábito das pessoas, sobre o que elas faziam ou como elas se comunicam, como elas se expressam. Eles podem encontrar informações na história cultural, história do cotidiano, questões de gênero, se o réu ou a vítima é uma mulher. Eles identificam questões de religiosidade, questões de preconceito, inúmeras questões, não somente aquilo pelo qual o documento foi criado, que é julgar uma pessoa que cometeu um crime. Aquela questão que foi julgada para qual o documento nasceu e foi produzido, já não é mais importante, quando o documento está nesta fase permanente, vai servir para outra pesquisa”, disse.

Márcia explica que esse novo uso é conhecido como valor secundário e que o uso original, pelo qual foi produzido, é conhecido como valor primário. “O valor primário é aquele para o qual é produzido, então você produz um relatório, por exemplo, para informar o seu superior do que você fez. Quando esse relatório chega na fase permanente, o valor secundário dele é entender o que se fazia naquele período, como se fazia e como se relatava, como se referia a situações ou questões de obras públicas. É o valor secundário desse documento e que o historiador terá esse olhar”, explica.

Ela também alerta que o pesquisador terá um olhar diferente do que aquele que as pessoas tinham naquela época em que o documento foi produzido. Ao olhar o documento, ele leva em consideração o contexto em que foi produzido. “O pesquisador não faz a leitura da notícia que está acontecendo hoje, mas a notícia do passado. Você tem os critérios, tem as leituras e as informações de você hoje, situada em outro tempo”, comenta.

A arquivista destaca que é importante que as informações produzidas tenham o contexto da época, já que servirão para que outras gerações saibam identificar o que aconteceu em cada momento. “É um material importante para as próximas gerações pesquisarem. É importante que o jornal saiba que o que ele está produzindo hoje vai ser lido daqui a 10, 20 e 30 anos”, disse.

Mudanças

Ao longo dos 17 anos de existência do jornal Hoje Centro Sul, os leitores puderam acompanhar as diversas mudanças gráficas nas páginas do jornal.

O Hoje Centro Sul iniciou em 1999 com o formato standard e um ano depois passou para a circular no formato tablóide, mais prático para a época.

No entanto, foi no formato tablóide americano que o jornal circulou por mais tempo, de dezembro de 2005 a novembro de 2013.

Em 2013 aconteceu a principal transformação com a volta para o formato standard e o lançamento do projeto gráfico atual do jornal. Com mais elementos como retrancas e linhas, o novo design proporcionou uma melhora na disposição das informações, o que ajuda os leitores a compreender melhor os temas abordados.

O ano de 2013 também trouxe novidades com projeto de incentivo à leitura LeiaHoje, através do qual os alunos das escolas da região recebem o Hoje Centro Sul e podem levar para casa para ler com a família. As edições também são usadas nos trabalhos feitos em sala de aula. Com o projeto, os alunos também têm a oportunidade de conhecer como é feito o jornal através das palestras que fazem parte do projeto.

Hoje Centro Sul em números

A edição do Hoje Centro Sul circulou em dezembro de 1999

Atualmente, o Hoje Centro Sul circula em 16 municípios, além de Irati

São mais de 10 mil exemplares que entram em circulação a cada semana

Hoje Centro Sul passou a ser bissemanal em 2015

O projeto gráfico atual do Hoje Centro Sul existe desde 2013

Em dezembro de 2017, o Hoje Centro Sul completa 18 anos de existência

Descrição de capas

1ª edição – dezembro de 1999

A primeira edição trouxe como destaque o encerramento do ano fiscal de Irati, que em 1999, fechava com um superávit de R$ 1 milhão. O comércio também teve destaque com a matéria que mostrava o crescimento de 13% nas vendas de natal de 1999.

A primeira capa ainda trazia a assinatura de contrato de habitação popular por 38 famílias, além de matérias sobre as decorações de natal e a vida de estrangeiros em Irati.

Edição nº 100 – 20/02/2002

A centésima edição trazia reportagem que mostrava o pátio da Polícia Militar lotado de carros abandonados por causa do baixo valor comercial dos veículos. A capa também trouxe a estreia do Iraty Sport Clube naquele ano no Campeonato Paranaense. Ainda há destaques para a visita, na época, do prefeito de Teixeira Soares, Otoni Pires, ao apresentador Ratinho, a diminuição da carga horária para alunos do Ensino Médio noturno, a possibilidade de regeneração cardíaca a partir de células-mãe e estudo que aponta que bronzeamento artificial causa risco de câncer de pele.

Edição nº 200 – 11/02/2004

A matéria de capa destacou a situação de algumas obras inacabadas em Irati e mostrou a opinião dos moradores. A edição ainda contou com notícias sobre a continuidade do Iraty Sport Clube no Campeonato Paranaense, a mudança de diretoria da Unicentro, o show de Rick e Renner, além de uma reportagem sobre um projeto do museu de Rebouças, com 3 mil peças para resgatar a história do município.

Edição nº 300 – 25/01/2016

A capa trouxe como destaque o início da colheita de fumo na região. Outro destaque foi a visita do então governador do estado, Roberto Requião ao município de Fernandes Pinheiro. Liberação de verbas para Santa Casa de Irati, volta às aulas e vestibular da Unicentro também foram assuntos desta edição.

 Edição nº 400 – 16/01/2008

O destaque de capa foi a vitória Iraty em casa diante do CAC/Lusa, por 2 a 1. A edição ainda trouxe uma reportagem falando sobre as mudanças e novos regulamentos para o uso de capacete e as adaptações necessárias para as motocicletas utilizadas no transporte de cargas. Outro destaque foi a notícia de que um policial militar prendeu um traficante, após se disfarçar de consumidor.

Edição nº 500 – 22/12/2009

A edição de nº 500 foi uma edição especial de Natal com reportagens mostrando o que as crianças pensam sobre quem é o Papai Noel e sobre o espírito natalino nos adultos, que têm recordações ao verem as decorações de Natal. A edição também trouxe a notícia da prisão de um homem por crime ambiental e o fechamento de uma relojoaria de Irati.

Edição nº 600 – 21/12/2011

A edição especial de Natal de 2011 trouxe como reportagem de destaque as crianças que foram presenteadas, através das cartas para o Papai Noel enviadas aos Correios. Outro destaque foi a devoção a São Nicolau, o santo da Igreja Católica que inspirou a figura do Papai Noel. Também há destaque para matéria que traz opções de brinquedos para crianças a partir de três anos.

Edição nº 700 – 04/12/2013

A edição destaca a programação do Natal Luz em Irati no ano de 2013. Ainda foi abordada a audiência pública que debateu a situação sobre a estrada que liga o município de Irati a São Mateus do Sul. A capa também enfatizou o adiantamento do 13º para os funcionários públicos iratienses, citou um acidente na PR 364 e comentou sobre um livro que destacou sobre como as famílias ficam antes, durante e após uma guerra.

Edição nº 800 – 07/08/2015

O destaque foi para o efeito da dragagem, que evitou que houvesse enchente no ano de 2015 em Irati. Além disso, a edição trouxe uma matéria especial do Dia dos Pais sobre a importância da figura paterna. Outros destaques foram a competição de carrinhos de rolimã em Prudentópolis, furtos de materiais de construção no interior e o aumento da produção leiteira através da inseminação artificial em São Mateus do Sul.

Edição nº 900 – 02/07/2016

O destaque de capa foi para a matéria que fala o pente fino feito pelo Tribunal de Contas que analisou possíveis fraudes na gestão de Vicente Solda. A edição também trouxe a notícia aumento da população na região, o debate para eleição de prefeitos em Inácio Martins e a pouca realização de eventos na Semana da Pátria na região. A capa também revelou o nome do mascote do projeto de leitura: Jotinha Centro Sul.

Edição nº 769 – 10/04/2015

Edição trouxe como destaque a informação que o jornal Hoje Centro Sul passará de semanal para bissemanal, com edições todas as quartas-feiras e sextas-feiras.

Edição nº 698 – 20/11/2013

A edição trouxe um novo projeto gráfico para o jornal Hoje Centro Sul, com novos elementos que ajudaram a apresentar as notícias de forma mais atrativas.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

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