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Edição 1005 - Já nas bancas!
23/10/2017

Comércio de Irati não pretende aumentar muito as contratações temporárias para o fim de ano

De acordo com a Agência do Trabalhador, o maior número de contratações temporárias será de trabalhadores rurais para as safras de verão. Já, no comércio, as contratações não devem aumentar muito

Comércio de Irati não pretende aumentar muito as contratações temporárias para o fim de ano

As vagas temporárias de fim de ano são a esperança que muitos desempregados têm para se realocarem no mercado de trabalho. No país, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que as vagas aumentem em 10% neste ano.

No entanto, em Irati, o cenário não deve ser o mesmo. A maior parte das vagas temporárias que abrirão em novembro será para a contratação de trabalhadores rurais que atuarão na colheita das safras de verão, segundo informações da Agência do Trabalhador de Irati. Cerca de 200 vagas estão previstas para serem abertas.

Já o comércio não deve abrir vagas. Esse é o resultado de um levantamento da Associação Comercial e Empresarial de Irati (Aciai) com mercados e grandes empresas que costumam aumentar seu quadro de funcionários nesta época. De acordo com o levantamento, as empresas afirmaram que não prevêem a contratação de temporários, e os que prevêem a abertura de alguma vaga, devem contratar e efetivar o empregado.

Um dos motivos da falta de vagas temporárias é o pouco movimento de consumidores nas lojas, especialmente nos comércios menores. “Não temos vagas. O problema é que o movimento não ajuda”, diz Charif Reta, gerente de uma loja de roupas. “[A criação de vagas] Dependerá do movimento. Não adianta falar que vou contratar dez e no fim do ano não tem movimento”, relata Habebb Iaijazi, gerente de outra loja de roupas.

A incerteza quanto ao movimento no comércio local também está fazendo com que muitas empresas que possuem o costume de abrir vagas temporárias adiem a confirmação de abertura. “Sempre temos o hábito de contratar, mas a empresa ainda não comentou nada sobre o assunto. Tomara que se manifeste, sempre é favorável fazer contratações”, relata o gerente de lojas de móveis e eletrodomésticos, Antônio Martins de Albuquerque.

“Por enquanto não foi passado nada. Sempre pegamos pelo menos uma ou duas pessoas em dezembro. Se for bem, a gente efetiva. Mas por enquanto não foi passado nada”, comentou a gerente de uma loja de roupas, Michele Mendes Zanette.

Segundo a gerente Patrícia das Graças Ferreira, a contratação deverá ser feita apenas se o movimento nas lojas melhorar. “Só se o movimento der uma melhorada. Porque está bem parado. Se der uma melhorada a gente tem intenção de contratar”, disse.

Para o gerente da Agência do Trabalhador de Irati, Eder Leopoldo Kffuri, o pouco movimento no comércio de Irati resulta do fato de que os moradores do município costumam realizar as compras em outros lugares, como em grandes centros. Com isso, os comerciantes não se sentem motivados a aumentar o seu quadro de funcionários. “Eles não estão abrindo muito porque eles já têm um quadro certo. Agora estamos procurando fazer de novo uma campanha para estimular o pessoal a gastar aqui e aumentar o emprego. Tem muita gente que compra fora”, explica. “Estamos conversando com a Aciai para conseguir estimular a população a comprar em Irati, para tentar aumentar o emprego durante o período que antecede o Natal”, disse.

É o que acontece na loja de móveis onde Franciele Cristina de Oliveira é gerente. Ela conta que a empresa já possui um quadro de funcionários completo e que não deve abrir mais vagas. “Nós não vamos abrir vagas. Já está completo o quadro. As pessoas até vem na loja, mas vem ver o produto e compram pela internet que é mais barato. Não adianta encher de funcionário na loja. No ano passado também não foi preciso pegar temporários”, disse.

Mesmo com a prospecção de poucas vagas temporárias no comércio local, Éder conta que a Agência do Trabalhador de Irati espera que as vagas possam aparecer. “A expectativa é que cresça um pouco o número de vagas temporárias para contratação no final do ano”, conta.

A expectativa positiva quanto ao período de Natal também é do  gerente de uma loja de móveis, Alessandro Nascimento. “A gente está imaginando que as coisas vão melhorar. E também porque trabalhamos com um quadro do dia a dia, quando se fala em Natal, esse mesmo quadro de funcionários não dá conta. Por mais que as vendas não sejam como há três, quatro anos atrás, mas um percentual aumenta”, disse.

Texto/Fotos: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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