facebooktwitterinstagramgoogle+
Edição 1010 - Já nas bancas!
29/09/2017

Água de esgoto no Rio Ribeira chama atenção de pescador

Um pescador denunciou a existência de água de esgoto sendo despejada no Rio Ribeira. Sanepar explica que esgoto é tratado

Água de esgoto no Rio Ribeira chama atenção de pescador

Um pescador de Irati que não quis se identificar denunciou a possível existência de um esgoto clandestino no Rio Ribeira, próximo à BR 153, entre Imbituva e Irati.

Segundo o pescador, por volta de duas semanas atrás ele estava com seu filho procurando um local para pescar, até que viu um cano que despejava no rio uma água suja e com mau cheiro. “Fiquei indignado. A água estava preta”, disse à reportagem.

O filho dele chegou a filmar o local no dia. As imagens mostram uma água sendo despejada de um cano. É possível ver uma água mais escura que a do leito normal do rio.

A equipe do jornal Hoje Centro Sul foi até o local onde foram feitas as imagens. O local fica próximo ao km 306, da BR 153. No entanto, é de difícil acesso já que se encontra no meio de uma mata, usada apenas por pescadores. Próximo ao leito, há também presença de pegadas de animais.

A equipe constatou que realmente há um cano despejando água diretamente no rio. A água despejada apresenta um aspecto cinzento e o local também apresenta a formação de espuma. Com o tempo seco, foi possível notar um mau cheiro, como em esgoto a céu aberto. O local ainda possui poços com inscrições sendo da empresa Sanepar.

Sanepar

O jornal Hoje Centro Sul entrou em contato com a Sanepar. Através de sua assessoria de imprensa, em nota, a empresa informou que o local mostra o ponto de lançamento do efluente (esgoto tratado) da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Horst, de Imbituva, no Rio Ribeira. “A ETE Horst trata o esgoto doméstico pelo processo chamado de anaeróbico, com bactérias anaeróbias, ou seja, com ausência de oxigênio, o que causa o aspecto acinzentado ao efluente e isso é normal”, diz a nota.

A empresa também explicou que o tempo seco dificultou o escoamento do esgoto. “Devido à estiagem, o leito do rio está muito baixo, expondo a tubulação da Sanepar, que fica abaixo do nível da superfície. Além disso, a estiagem reduziu a também vazão do rio, responsável pela depuração do esgoto tratado. Outro detalhe é que, com a intensa baixa do rio, o fluxo de água ficou dividido, formando um espaço isolado com menos água ainda no ponto onde se localiza o lançamento do efluente”, disse.

Em nota, a empresa explicou que a presença de espuma é normal. “A presença de espuma é normal, pois, após o tratamento anaeróbio, ainda permanecem traços de surfactantes (presentes em detergentes biodegradáveis, xampus e sabonetes)”, disse.

A empresa ainda explicou que o risco de contaminação é difícil. “O local é bem isolado e não há risco de pessoas ou animais terem contato com o efluente. Tão logo chova, o rio deve retornar ao nível normal, a tubulação voltará a ficar submersa, o efluente e a espuma voltarão a ser depurados pela água do rio”, finaliza.

Texto/Fotos: Karin Franco/Hoje Centro Sul

Galeria de Fotos