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Edição 998 - Já nas bancas!
29/09/2017

Editorial - Tome atitude

Editorial - Tome atitude

Um grave acidente tirou a vida de um jovem. A frase anterior pode se aplicar ao acidente de Caio, que morreu atropelado na última semana em Irati, ao acidente de Laleska, Luiza e Jiane, que as vitimou em março deste ano em Prudentópolis ou a tantos outros acidentes noticiados semana após semana na mídia regional.

Acidentes vitimando pessoas jovens não são novidades. São é algo que as autoridades têm tentado alertar ano a ano em campanhas divulgadas em todos os veículos de comunicação.

No entanto, o esforço como visto nas ações da Semana Nacional do Trânsito que terminou na sexta-feira (22), não tem conseguido atingir grandes resultados. Somente em 2016, segundo dados preliminares do Denatran, foram mais de 28 mil acidentes em vias municipais e quase 400 mortos no estado.

Os dados ainda mostram que a maioria dos acidentes provocou a morte dos condutores. A grande parte das vítimas fatais são homens entre 18 a 29 anos.

Os dados alarmantes chocam a todos e chamam a atenção para a violência no trânsito. O mesmo acontece com os casos de acidentes que mobilizam as rodas de conversa nas segundas-feiras. No entanto, as pessoas comentam, ficam chocadas ou indignadas, mas não tomam nenhuma atitude para fazer algo diferente.

A mudança necessária às vezes precisa de atitudes simples, como por exemplo, parar na faixa de pedestre. Não precisa esperar para que a pessoa esteja atravessando a faixa já no meio da rua. Assim que ver que o pedestre vai atravessar, pare e dê sinal de que ele pode atravessar. Para o pedestre, as atitudes também podem ser simples, como parar a cada rua e olhar para os dois lados para ver se não há nenhum veículo – principalmente próximo a semáforos e cruzamentos. São atitudes simples que podem ter um significado enorme nas estatísticas de trânsito.

Vale ressaltar que, segundo o Denatran, muitos dos acidentes envolviam condutores habilitados, isto é, pessoas que passaram por um longo processo para obter a permissão de dirigir. Passaram por testes e conhecem as regras de trânsito. No entanto, com o passar do tempo muitos esqueçam ou simplesmente não ligam para as regras existentes.

Para educar novamente esses motoristas as autoridades tentam usar da multa para tentar ver se há conscientização, o que obviamente não dá resultado, já que os números mostram que os acidentes continuam vitimando pessoas no trânsito.

Infelizmente, as estatísticas só irão mudar quando todos – motoristas e pedestres – estiverem conscientes de que é preciso respeitar as regras para que tenhamos um trânsito harmonioso e sem vítimas fatais.