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Edição 1010 - Já nas bancas!
18/09/2017

Magali Camargo é indicada por Amilton Komnitski e assume a secretária de Saúde de Irati

A nova secretária e o vice-prefeito deverão atuar em conjunto na gestão do setor e atender as reivindicações da população

Magali Camargo é indicada por Amilton Komnitski e assume a secretária de Saúde de Irati

A nova secretária de Saúde de Irati foi anunciada pelo prefeito Jorge Derbli e pelo vice-prefeito Amilton Komnitski na tarde desta quinta-feira (14) em uma coletiva de imprensa. Magali Salete de Camargo assume a pasta ocupada anteriormente pelo enfermeiro Agostinho Basso, que foi exonerado a pedido.

Derbli aproveitou o momento também para agradecer o ex-secretário que atuou até agosto. “Muita coisa mudou, muita coisa foi feita, muita evolução na questão da saúde, de 8 mil consultas e exames na fila a gente conseguiu baixar para 4 mil. O Agostinho se dedicou, tinha um planejamento, um plano para a questão da saúde em Irati que é uma prioridade nossa no governo”, disse.

Derbli ainda destacou que a área de saúde está sob responsabilidade do vice-prefeito Amilton como dito durante campanha e que ele escolheu o nome de Magali para assumir a pasta. “Eu disse para o Amilton, vamos escolher uma pessoa que o senhor tenha plena confiança, que tenha todos os requisitos, que entenda de saúde, que entenda de administração pública, porque na saúde passam muitos recursos que vêm do Governo Federal, que precisam de um gerenciamento, então tem que ter capacidade administrativa. O Amilton tinha alguns nomes e ele escolheu hoje a Magali”, disse.

A nova secretária disse que assumir a pasta é um desafio, mas que deve trabalhar para que Irati se torne referência no setor de saúde. “Em um município sede como é Irati, a gente tem por obrigação ser exemplo. Vemos que a nossa saúde vem sofrendo há muito tempo, é um desgaste moral. Venho com toda vontade de arregaçar as mangas e trabalhar porque esse é o meu perfil. Eu não sei sentar em uma cadeira e dizer façam isso, façam aquilo, porque eu gosto de fazer junto”, disse.

Magali ainda comentou que deve analisar a situação da pasta e tem como objetivo informatizar a saúde municipal. “Nós vamos fazer uma revisão na Secretaria, porque a empresa é muito grande, são mais de 400 funcionários, não é um gerenciamento fácil de fazer. A nossa postura será essa, trabalhar pelo correto, tem muito jeito de se fazer isso. Uma das coisas que precisamos fazer com urgência é a informatização da saúde. Hoje em dia nós não podemos mais não estar informatizados. Nós vamos cumprir aquilo que foi programado na campanha do Jorge e do Amilton, eu estou aqui para somar”, declarou.

Segundo o vice-prefeito, Amilton Komnitski, os principais pontos que têm de ser melhorados na saúde pública em Irati são a ampliação do número de médicos para atender a população e maior oferta de remédios gratuitos para as pessoas. “Porque tendo médicos e remédios as pessoas ficam satisfeitas”, disse. 

Perfil

A nova secretária é funcionária do Governo do Estado, na área de saúde, há mais de 36 anos e atuava na 4ª Regional de Saúde de Irati como chefe da Divisão de Gestão em Saúde. Ela solicitou aposentadoria neste dia 14 e  ainda aguardará o processo completo de desligamento da esfera estadual para assumir formalmente a Secretaria Municipal de Saúde de Irati. Enquanto isso, ela afirmou que já está verificando a situação da pasta, com a ajuda do ex-secretário Agostinho  Basso e da diretora de saúde, Deise Daniliszyn, ambos funcionários de carreira.

Desafios

A nova secretária deverá enfrentar desafios na pasta da Saúde. Um deles é o de colocar em funcionamento a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas da Vila São João. “A UPA é uma longa história. Na época em que foi proposta a 4ª Regional se posicionou contrária a esse serviço. Hoje eu ainda não sei como está, vamos listar as prioridades e junto com a equipe nós vamos definir as prioridades. O custo é um valor elevadíssimo para a região. Hoje a Santa Casa e o PA fazem o mesmo serviço que a UPA vai fazer. A finalidade dela é atendimento de emergência e urgência, e estabilizar o paciente, depois transferir o paciente em até 48 horas”, explica.

Outro desafio será quanto ao orçamento da saúde que poderá sofrer com a queda de receita do município. Segundo a nova secretária, questões administrativas poderão ser revistas para melhorar o uso do orçamento. “Temos que fazer um levantamento dentro da Secretária. Eu já comecei hoje com a Deise, fazendo esse levantamento, fazendo uma listagem de prioridades, mas tem muitas coisas que são administrativas que podem ser melhoradas, que podem ser enquadradas e que podem gerar uma economia. Existem recursos financeiros que vem do Estado que eu já vi que a gente pode usar. A gente tem que saber utilizar, porque cada dinheiro público ele vem carimbado, ele vem carimbado, mas pode ser gasto”, disse.

Ainda durante a coletiva de imprensa, Magali também destacou o trabalho de seu antecessor. “O Agostinho fez um avanço muito grande na saúde”, disse. Ela elogiou o trabalho que o ex-secretário fez com o aumento das unidades de Estratégias de Saúde da Família. Anteriormente, o município tinha apenas cinco unidades, e na gestão de Agostinho, outras três unidades foram criadas e mais duas estão encaminhadas. “Esse ano ele conseguiu dobrar a cobertura, que era a pior cobertura da Estratégia de Saúde Familiar da região. Irati puxava a 4ª Regional para baixo. Tinha 30% de cobertura”, disse. Ela também elogiou a contratação dos novos agentes de endemias.

ENQUETE

Qual a sua opinião sobre a saúde pública em Irati?

“O atendimento é melhor aqui do que de onde eu venho. Eu sempre fui bem atendida no hospital. Tem uma estrutura boa, ainda depois da reforma. O atendimento está mais rápido. A gente que vem de fora, para nós é bom”

Adriana Ucinski, moradora de Guamiranga

“Eu acho que as consultas especializadas são demoradas. E a maioria das consultas é fora da cidade. Agora fui marcar uma ressonância magnética para o meu filho. O médico de Curitiba que atende aqui, ele se esqueceu de dar um papel pra sedação, que o meu filho é especial. O médico vem uma vez por mês para a consulta especializada. Fui em Ponta Grossa, não consegui fazer o exame do menino porque não tinha o papel. Tive que voltar, esperar ele atender no outro mês, para conseguir de volta o papel, voltar aqui [Casa Verde] para conseguir remarcar o exame daqui a dois meses. É muito tempo. Com mais médicos seria mais praticidade para marcar as consultas. Marcar para 30 dias é muito tempo. É muito burocrático. Alguns exames não têm aqui em Irati como ressonância magnética. Tenho que sair para outra cidade para conseguir. Com uma criança especial é complicado, e eu também estou grávida.

Pra mim está sendo bom [o atendimento para grávida]. Tenho tireóide e estou na Mãe Paranaense. Nisso estou sendo bem atendida, consegui todos os exames”

Márcia Rosilda Santos

“Não está boa. Estou doente e estou esperando para chegar meio-dia para poder consultar. Quando precisa do médico, não tem. Do que adianta se a gente paga o SUS e quando precisa não tem? Precisa mais médico, o dia inteiro. Eles vão abrir meio-dia. Tinha que ter o dia inteiro. Eu cheguei aqui às 9 horas, tenho que esperar até o meio-dia, vim de longe, ir pra casa e voltar é difícil. Eu moro no Nhapindazal. Lá não tinha ficha. Pior ainda. Às 7 da manhã já não tem mais ficha. Tem que levantar 5 horas da manhã para pegar ficha”

Gilmir de Paula Correia

“A saúde está boa. Fui na Secretaria, me consultei e já estou liberada. Eu acho que está boa. Minha mãe também já veio e se consultou. Às vezes algum fala que não está bom, mas quando eu venho sou bem atendida na Secretaria de Saúde. Cada vez que venho sou bem atendida. Moro em Vista Alegre. Às vezes vou no Itapará ou aqui na cidade. Lá também está bom. Tem médico, tem dentista, acho que quatro vezes por semana”

Vera Lucia Kromp Guidar

“Eu acho que está boa. Eu que precisei consultar em Ponta Grossa, já fui fazer exame, tenho problema de coluna, pra mim acho que é ótimo. As consultas estão bem melhor. Ano passado ficava na fila um ano, agora não”

Célia Kosmo

“As consultas estão bem mais rápidas. A minha esposa pensou que ia ficar um ano esperando, mas conseguiu a consulta. Tomara que continue assim”

Adão Marques e sua esposa Antonina Novak Marques

“O problema é que não tem remédio. Se não tiver, vai ter que gastar do bolso. E aposentado vai fazer o quê? O atendimento está sendo bom. Só é demorado. Esses dias fui à tarde, fiquei até quase sete horas da noite. O médico chegou cinco e pouco, fiquei até umas sete horas. No geral está bom, só no medicamento que não está bom”

José Luiz de Lara Teixeira

“Está excelente. Estou sendo atendida bem. Alguns medicamentos a gente tem que comprar. Alguns faltam. O atendimento está bom, a única reclamação é o medicamento que às vezes falta”

Elizabete Basiewicz

“Do governo não tem medicamento. Já utilizei da farmácia do governo, mas agora está bem fraco. Do posto de saúde eu até não tenho utilizado tanto, mas agora ali tem pouco médico. A minha mãe esteve internada 13 dias no hospital. Do atendimento, só de uma enfermeira que tivemos queixa que ela apertou a mão da minha mãe por ela não querer fazer inalação. A minha mãe já é uma senhora de 79 anos”

Serli Terezinha Fernandes Bueno

“Eu não tenho queixa de nada. Onde a gente precisa pelo SUS a gente é bem atendido. Isso a gente não tem reclamação. O que a gente reclama é a falta de remédio. A gente toma bastante remédio e não tem nenhum. E no atendimento 24 horas a gente tem que chegar quase morrendo para atender. Mas do hospital a gente não tem queixa de nada”

Tereza da Luz de Oliveira

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Fotos: Ciro Ivatiuk/Hoje Centro Sul

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