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Edição 1003 - Já nas bancas!
31/08/2017

Irati prepara-se para a Campanha de Multivacinação 2017

Irati prepara-se para a Campanha de Multivacinação 2017

A Secretaria de Saúde de Irati está se preparando para a Campanha Nacional de Multivacinação 2017, que visa a atualização da caderneta de vacinação da criança e do adolescente. Este ano, a campanha acontecerá no período de 11 a 22 de setembro, sendo 16 de setembro, o dia de divulgação e mobilização nacional.

“A Campanha de Multivacinação não tem meta a ser atingida. Trabalhamos com a população de zero a quinze anos, em Irati estimada em 13.902 pessoas, que necessita ter suas carteirinhas de vacinação avaliadas. Se alguma vacina estiver em atraso será administrada”, esclarece a enfermeira Denise Homiak Fernandes, que é coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Ela acrescenta que, ao final da campanha, será realizada uma avaliação, a fim de verificar quantas pessoas realmente procuraram as unidades de saúde e, destas, quantas foram vacinadas.

Ministério e secretarias envolvidos

A multivacinação é uma estratégia que a Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) vem adotando desde 2012, com a finalidade de atualizar a situação vacinal da população de crianças e adolescente menores de 15 anos de idade. Além de melhorar a cobertura vacinal e otimizar a logística dos serviços de saúde, a campanha objetiva a atualização da Caderneta de Vacinação.

Trabalham em parceria na execução do programa o Ministério da Saúde, por meio da CGPNI, o Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT), a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e as secretarias estaduais e municipais da Saúde.

Medida quer corrigir casos de baixa cobertura vacinal

Em documento que justifica a iniciativa, a Vigilância Epidemiológica de Irati detalha que “ainda existem localidades que apresentam baixas coberturas vacinais, criando condições para formação de bolsões de suscetíveis às doenças imunopreveníveis. Como agravante, as condições de baixa renda e a desnutrição podem potencializar o risco de morte ou sequela por doenças infectocontagiosas nessas localidades”.

As recomendações dos esquemas vacinais são elaboradas a partir de estudos que demonstram como uma vacina pode proporcionar o máximo de eficácia e proteção contra as doenças imunopreveníveis. Neste sentido, para cada vacina é estabelecido um esquema de vacinação, as faixas etárias alvo da vacinação, a idade mínima e máxima para receber cada dose e os intervalos ideais entre as doses.

“Doses administradas em intervalos inoportunos ou com número de doses insuficientes podem prejudicar o objetivo do programa de vacinação, uma vez que a proteção individual e coletiva passa a não ser alcançada e, com isso, as doenças que foram eliminadas podem recrudescer, ou mesmo ter mudanças no seu comportamento epidemiológico”, esclarece o documento. Como exemplo, é citado o caso da caxumba, com recentes notificações de surtos em vários estados, acometendo adolescentes e adultos jovens.

São 14 vacinas para as crianças e cinco para os adolescentes. É fundamental que toda a população alvo compareça aos serviços de saúde levando a caderneta de vacinação, para que os profissionais de saúde possam avaliar se há alguma vacina que ainda não foi administrada ou se há doses que necessitam ser aplicadas, para completar o esquema vacinal.

Informações pelo telefone 3907 3065.

Texto/Foto: Assessoria PMI