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Edição 982
07/08/2017

Moradoras reclamam de vazamento de esgoto no centro de Irati

Vazamento atinge um terreno baldio que está nos fundos de uma casa das moradoras.

Moradoras reclamam de vazamento de esgoto no centro de Irati

Moradoras da Rua Padre Paulo Varcovicz  reclamam de um vazamento de esgoto, em um terreno localizado no centro de Irati. As moradoras explicam que os canos da rede estão em péssimas condições e o vazamento acaba prejudicando o local com mau cheiro, provocando perda da qualidade de vida dos moradores.

De acordo com a moradora Noeli Maravieski, essa é a segunda vez que acontece o vazamento. Na primeira vez foi resolvido, porém há mais de um mês o vazamento voltou e ninguém resolve a situação. “Começou faz mais de um mês. Falei com o dono do terreno, ele veio ver, filmou, mas não tomou providência. Fui à Sanepar, falaram que não podem fazer nada, porque é para dentro do terreno, fui ao IAP, também não resolveram, na Vigilância Sanitária também não falaram nada”, comenta Noeli.

Outra moradora, Márcia Terezinha da Luz, que reside na frente do terreno, também diz que a situação dessa vez piorou. “Agora está pior, e tem dias em que não dá para almoçar, nem para comer, o cheiro é insuportável. Quando o sol está forte eu tenho que ficar com a janela fechada, porque não dá para abrir, está terrível. Tem que lavar a roupa cedo, se ficar muito tempo no varal o cheiro da fossa vai todo nela, como de fato já aconteceu um dia, e tive que lavar de novo”, ressalta.

Ambas relatam que quando chove o vazamento aumenta e faz com que atinja quase próximo da casa de Márcia. O medo é que invada a propriedade causando perda de materiais. Elas apontam que o vazamento estaria vindo dos imóveis localizados acima do terreno.

Posicionamento

O jornal Hoje Centro Sul entrou em contato com os responsáveis pelo terreno, imóveis e com as instituições responsáveis para esclarecer a situação.

O dono do terreno, Valmir Spaki, explica que o terreno onde há o vazamento pertence à área alugada por uma das moradoras, Márcia, e por isso alega que seria de responsabilidade da inquilina resolver a situação. “Quando você aluga pertence ao inquilino, ela que precisa procurar, porque a partir do momento que você aluga tem o contrato, ela se torna a dona”, comenta. 

O representante da imobiliária, responsável pela locação dos imóveis, Josiel Laskoski, diz que falou com os proprietários. Um deles esteve no local no último fim de semana vendo como está a situação, e afirmou que vai resolver. “Eu administro os imóveis, mas eu não tenho autorização para arrumar e fazer, eu até mandei um rapaz lá olhar e repassei para eles [proprietários], e disseram que vão tomar providência e arrumar”, disse Josiel.

Já o proprietário dos imóveis localizados acima do terreno, Natalin Dyniewicz, diz que há alguns dias foi constatado pela imobiliária responsável que existe um cano antigo em uma das casas que está fora do nível. Ele acredita que esse seja o problema. “Agora eles [imobiliária] constataram que existe um cano antigo, de uma das casas que vem para baixo, está fora do nível, descobriram agora, faz mais ou menos uns 15 dias. Acredito que é esse o problema. Então a gente está arrumando, pagando e não consegue resolver! Agora ficou decidido que o trabalho será feito nesse cano, e serão colocados três divisores. Esse processo ficará mais caro que a outra vez, mas será resolvido o problema. Acho que a solução fica no máximo em uns 15 dias”, explica.

Segundo a Sanepar, eles estiveram no local no dia 31 de julho, e constaram que se trata de um problema de extravasamento de uma tubulação na área interna de um imóvel. Assim a manutenção é de responsabilidade dos usuários. A Sanepar é responsável pela manutenção da ligação até o ponto de interligação.

A Vigilância Sanitária também se pronunciou e afirmou que não há nenhuma denúncia recente sobre o caso. Eles afirmam que no começo do ano houve uma denúncia em que foi solicitado, via ofício, ao pátio da prefeitura para realizar um desentupimento, pois não era possível ver o que estava acontecendo. Após o conserto, a Vigilância não retornou no local para fiscalizar.

Texto/Fotos: Jaqueline Lopes/Hoje Centro Sul

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