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Edição 996 - Já nas bancas!
07/08/2017

Inácio Martins investe para se tornar uma cidade turística

A atual gestão pretende construir um mirante próximo da BR 364, para observação da serra, e uma Casa da Cultura Indígena, na Aldeia do Rio da Areia

Inácio Martins investe para se tornar uma cidade turística

Com altitude de 1.238,24 metros, Inácio Martins é o município mais alto do Paraná e é conhecido na região pelas belas paisagens serranas e as baixas temperaturas, que a coloca como uma das cidades mais frias do estado – recentemente, em julho, teve temperatura de -4 ºC. Essas características peculiares motivam a atual administração a investir no setor turístico. O objetivo é que a promoção do setor ajude a desenvolver o município.

“Nós temos que aproveitar isso que nós temos ao nosso favor. Hoje nós não temos uma cidade serrana no estado do Paraná. Por essas características, nós temos dois projetos voltados a fomentar o turismo”, explicou o prefeito Junior Benato.

Um dos projetos é um mirante, que deverá ser construído nas proximidades da BR 364, que dá acesso ao município, onde os turistas poderão observar, no 3º Planalto, a Serra da Esperança. “Temos uma visão privilegiada. Nós precisamos ter um espaço aonde o turista venha e observe essa beleza nossa do alto. É um horizonte que se deslumbra pela frente. À noite, por exemplo, nós podemos ver a iluminação de Prudentópolis, de Ivaí, até mesmo um pouquinho das luzes de Irati”, disse.

O projeto já está cadastrado no sistema de convênio federal. Os recursos a serem destinados para a obra de construção do mirante provêm do Ministério da Integração Nacional, R$ 1 milhão. No entanto, o prefeito destaca que ainda é necessário realizar o projeto arquitetônico. De acordo com Júnior Benato, sem parcerias, o município não tem capacidade técnica para desenvolver o projeto, devido as especificidades do mesmo.  Por isso, está buscando ajuda. “Eu vou procurar parcerias com a Paraná Turismo ou com outros órgãos que possam nos ajudar para desenvolver esse projeto. Também vai servir para que a gente divulgue bastante o nosso município dentro das potencialidades que ele tem”, disse.

O outro projeto é relacionado à cultura indígena, pois na área rural do município, distante 45 km da sede de Inácio Martins, existe a Aldeia do Rio da Areia. O município pretende construir uma Casa da Cultura Indígena, de forma a promover a Cultura Guarani e também dar mais um espaço para que os indígenas possam comercializar os seus trabalhos.

Para o prefeito, antes de iniciar o projeto é necessário melhorar o acesso à aldeia. “Estou com o projeto para que a gente possa fazer a readequação dessa estrada. Abertura de bueiros, adequação de larguras, recorte de barrancos, uma série de coisas que precisam para que o turista possa ter acesso à área indígena”, disse.

De acordo com o prefeito, o espaço atual onde os índios comercializam é pequeno e pouco visitado por causa da dificuldade de acesso à aldeia. Como alternativa, muitos indígenas vão para o centro do município vender seus artesanatos. O prefeito diz que o cacique da aldeia, Antonio Pires de Lima Filho, está de acordo com o projeto, já que o centro cultural será mais uma alternativa de comercialização. “O índio tem um costume diferente do branco, mas é claro que ele também precisa da sobrevivência. Ele tem uma área grande, uma área verde, eles sobrevivem daquela área, de extração de erva mate, da caça, da pesca, esse é o costume deles. Mas eles também fazem artesanato, essa seria uma alternativa para eles estarem recebendo o turismo”, disse.

Aldeia indígena

A Aldeia do Rio da Areia fica a 45 km da sede do município Inácio Martins. Os 5 km finais, já na área de domínio indígena, precisam ser percorridos através de uma estrada estreita, com muitos trechos íngremes, o que a torna de difícil acesso, sobretudo em dias de chuva.

As fontes de renda dos índios guaranis que residem na aldeia são a produção de erva-mate, tanque de peixes e criação de carneiros, além da comercialização de artesanato. 

A língua guarani e o artesanato são parte do currículo escolar e são ensinados na Escola Estadual Indígena Arandu Miri. Os costumes como as danças e a casa de reza são mantidos pelos integrantes da aldeia.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Fotos: Arquivo/Hoje Centro Sul

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