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Edição 982
07/08/2017

Editorial - Educação digital

Editorial - Educação digital

O avanço da tecnologia fez com que a vida cotidiana ficasse nas palmas das nossas mãos. Assuntos particulares e profissionais são resolvidos de modo fácil apenas com mensagens mandadas pelo WhatsApp.

As redes sociais também facilitaram o acompanhamento da vida de amigos e familiares. As fotos das férias dos amigos são vistas pelas telas do celular e não mais por álbuns. Nas redes sociais também acompanhamos nossos familiares mais distantes namorando, casando, se formando e tendo filhos. Coisas que há tempos atrás saberíamos apenas telefonando ou visitando esses familiares.

Assim, como tudo na vida, as facilidades das tecnologias possuem duas faces: a positiva e a negativa. A comunicação com pessoas distantes ajuda a estreitar cada vez mais os laços familiares e de amizades. Contudo, para aqueles que não conseguem ter autocontrole, a tecnologia passa a ter um lado negativo, fazendo com que a pessoa não consiga socializar de maneira apropriada entre amigos e substituindo a interação pessoal pela virtual.

Esse lado negativo muitas vezes assusta, mas está cada dia mais próximo da gente. Quem nunca puxou o celular em meio a um almoço de domingo com familiares e amigos? Ações cotidianas que não percebemos vão tomando conta da nossa vida até que um dia percebemos que fomos dominados pela tecnologia.

No entanto, por mais ruim que possa parecer, esse não é um cenário tão surpreendente se pensarmos que os jovens/adultos de hoje são a primeira geração que trocou o mundo totalmente analógico pelo mundo digital. Estamos na era das transformações, aprendendo como as coisas funcionam e como elas irão se adaptar às nossas rotinas.

Mais do que chamar a atenção de adultos, temos que voltar os nossos olhos à geração que está vindo. Se pensarmos bem, já temos os chamados nativos digitais – quem nasceu já com acesso à internet - podendo votar e ano que vem se tornando maior de idade. Esses jovens encaram os celulares como parte de quem eles são e não conseguem se imaginar sem o aparelho.

Apesar de nós adultos ainda não termos aprendido totalmente como usar a tecnologia com moderação no nosso dia a dia, está mais que na hora de nós pensarmos em educação digital. Precisamos ensinar às próximas gerações a como usar a tecnologia de uma forma saudável, mesmo que ainda não tenhamos aprendido totalmente. Essa educação digital precisa ser ensinada por toda a sociedade, desde a escola até a família.

Se não fizermos isso, teremos no futuro uma geração que não vai saber usar a tecnologia de forma enriquecedora no cotidiano e poderemos perder as potencialidades que essa tecnologia poderá trazer à nossa sociedade.