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Edição 982
28/07/2017

Editorial - Fila menor

Editorial - Fila menor

Quem está na fila de espera para consultas especializadas em Irati recebeu uma boa notícia recentemente. Desde o início do ano, metade dos pacientes que ainda estavam na fila de espera puderam realizar as suas consultas.

Entre eles houve casos de pacientes que desde 2015 esperavam por atendimento. Por causa desses casos, o critério adotado pela Secretaria Municipal de Saúde é de atender quem está mais tempo esperando.

A diminuição do número de pessoas na fila de espera se deu porque houve planejamento em como resolver o problema. Uma das soluções foi conversar com os médicos sobre as consultas especializadas e contratar um médico-auditor para que ele pudesse avaliar os encaminhamentos que eram realizados. Dessa forma, a pasta consegue fazer com que os médicos se comprometam com o encaminhamento e façam os pedidos que são realmente necessários.

No entanto, mesmo com essa diminuição, a fila para consultas especializadas continua grande. São quase 4 mil consultas que ainda devem ser realizadas.

Ao mesmo tempo, a promessa é de que o tempo de espera deverá diminuir: A expectativa é que até o fim do ano o tempo médio fique em dois meses. O tempo é menor que o atual, mas ainda é grande para quem espera pelo atendimento.

Junto a isso, há o fato, destacado pelo secretário de Saúde de Irati, Agostinho Basso, de que é impossível “zerar a fila”, já que a todo o momento há pessoas necessitando de consultas e exames especializados.

Esses itens se complementam para que a área da saúde pública seja uma das mais desafiadoras, não somente para o município, mas para o Estado e União. Com um dos maiores orçamentos do Governo Federal para a saúde, a população ainda sofre com demora e falta de atendimento.

Contudo, para que essa realidade se transforme é necessário que todos os agentes públicos se comprometam com planejamento e cuidado para onde o dinheiro público será aplicado.

O que aconteceu em Irati foi um pequeno exemplo de que como com um pouco de planejamento e organização é possível resolver algumas situações. O desafio agora é fazer com que estes mesmos processos possam ser estendidos para o restante do setor de saúde do município, que ainda recebe continuamente reclamações da população.