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Edição 1003 - Já nas bancas!
14/07/2017

Irati 110 anos: População relembra o passado, opina sobre o presente e fala o que deseja para o futuro do município

Irati 110 anos: População relembra o passado, opina sobre o presente e fala o que deseja para o futuro do município

Na semana do aniversário de 110 anos de Irati, perguntamos para várias pessoas da cidade o que elas gostam no município e o que esperam para o futuro. Nas diversas respostas, observa-se uma população que relembra o passado glorioso do município, gosta de vários pontos da cidade, se preocupa com determinadas situações que acontecem no presente, mas que espera um futuro promissor para o lugar onde vive.

As opiniões ilustram diferentes pontos de vista sobre a cidade, suas qualidades e problemas. Divergências de pensamento que evidenciam que todos que aqui vivem têm algo a criticar, a elogiar ou a sugerir. E um município melhor se faz justamente dando voz a esta diversidade de ideias.

 

“Tenho duas cidades: uma de nascimento [Botucatu] e outra de coração, que é Irati.Sempre foi um povo muito bom. Hoje está bastante diferente. O progresso traz coisas boas, mas também traz coisas ruins. Apolítica da época, não tinha essa barbaridade. Tinham festas de carnaval. Fazia um corso, eu e meus amigos, nós tínhamos um bloco, mais ou menos uns 40 amigos, então no carnaval, participava do desfile, junto à escola de samba. Mas só de tambor, porque não sabia soprar nada.Irati pode ser uma cidade turística e precisa atrair indústrias que dêem emprego e movimente o dinheiro. Hoje virou só em comércio. Não que seja ruim, não é, mas nós tínhamos empresas que empregavam 200, 300 pessoas”

José Fernando Teixeira, junto com sua esposa Marli Savi Teixeira. São casados há 57 anos.

“Eu gosto de morar em Irati. A Santa é um ponto turístico que deviam melhorar. Porque aqui para Irati quase não tem turismo. Aqui tem o Parque Aquático, tem a Santa, devia vir mais gente. No interior as estradas estão melhorando. Mas o que a gente sente que está aumentando, queestamos com muito medo, é ladrão. Tá bem complicado, mas tem muita coisa boa. ORodeio eu gosto, tem a Festa do Pêssego, que eu adoro, porque a gente também trabalha com pêssego, faz conserva”

Lídia Patrzyk, agricultora

 “Eu sou natural de Irati, nasci e fui criada aqui, gosto da cidade pela cultura que se prega, pelos pais e por tudo mais. Mas eu acho que, comparando com outros lugares, com outros centros urbanos, existe falta de planejamento na cidade. Eu como faço engenharia florestal, e trabalho com as praças de Irati, vejo que a arborização é muita fraca, o plano de arborização é muito fraco e isso talvez pudesse ser melhorado se tivesse um pouco do apoio do governo. Eu acho que falta entretenimento para as pessoas e isso também poderia ser melhorado, nem cinema tem, e isso é uma coisa bem ruim. Acho que falta mais cuidado com a saúde. Mas eu acho que é uma cidade segura, ainda por ser pequena, não tem aquela preocupação de centro urbano, dá para deixar a casa aberta, a janela. Ainda se vê crianças brincando na rua, em bairros”.

Marina Henich, 23 anos, estudante de engenharia florestal.

 

 “Eu gosto de tudo na cidade, tudo me agrada, daqui eu não saio, eu adoro Irati. Aqui eu nasci e aqui eu vou ficar. Não penso em ir para fora, aqui é muito bom, muito tranquilo.Tem parque para as crianças brincarem, tem bastante diversão, para os jovens, é muito gostoso morar aqui em Irati. Deveria ter um bosque, como estava para fazer um aqui perto, eles estavam comentando que iriam fazer, mas ainda não terminaram, mas acredito que vão terminar. A cidade evoluiu muito com o passar dos anos”.

Vera Pepe Santos, 43 anos, com suas sobrinhas que vieram de Imbituva a passeio

 

 “Eu gosto do povo de Irati, da hospitalidade, do jeito de ser, dos costumes. É onde nos criamos. Eu quero, se eu conseguir, terminar meu tempo aqui. Porque Irati não é uma cidade tão grande, mas é uma cidade amável, uma cidade gostosa.Emprego aqui não tem muito, mas antigamente não tinha praticamente nada, melhorou muito. Irati poderia estar mais evoluída, mas com o que já tem ficamos alegre, porque no meu tempo não existia isso. Sempre é bem vindo novas fontes de trabalho, novas melhorias, o turismo poderia ser mais bem explorado, tem tanta coisa bonita. Eu sou suspeito de falar, porque sou iratiense, saí e voltei. Eu fico alegre pelo pouco que já tem e pelo alcance que poderá ter para frente, o quanto vai evoluir, o quanto vai prosperar e torço para isso”.

Adão Arnaldo Messias, 63, anos, aposentado, junto aos filhos, Marcos Miguel Messias, com 11 anos, e Miguel Arcanjo Messias, três anos.

“Eu gosto de Irati, principalmente do Rio Bonito.Gosto bastante porque é uma cidade pacata, calma, por enquanto. Eu gosto do povodaqui, que éhospitaleiro. Você vem aqui fazer exercício, conversa com um, conversa com outro, o pessoal gosta bastantede conversar. Tem muita coisa para melhorar, mas com o tempo as coisas vão melhorando, talvez o que não é bom para mim seja bom para outra pessoa, cada um tem uma opinião (...).Gosto de vir aqui [Parque Aquático] fazer exercícios, já fiz academia, mas não é a mesma coisa, aqui no parque tem mais liberdade, você sente a brisa e o vento, é melhor”.

Marcia Gontarz, 42 anos, dona de casa. Faz exercícios todos os dias pela manhã no parque, há 10 anos.

População: 60.070 habitantes (IBGE 2016)

Está entre os 100 municípios com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Paraná - 0,726 (PNUD/IBGE 2010)

79,94% da população vive na cidade e 20,06 % na zona rural (PNUD/IBGE 2010)

Em 2015, Irati ficou em 11º lugar no ranking brasileiro de municípios de maiores produtores de feijão, com mais de 31 mil toneladas de produção

Em 2016 produziu mais de 13 mil toneladas de batata e foi responsável por 13% da produção de cebola do Paraná

Irati possui 41 escolas pré-escolar, 46 escolas de ensino fundamental e 14 escolas de ensino médio

Possui 29 estabelecimentos de saúde municipais, 19 estabelecimentos de saúde privados e 1 estabelecimentos de saúde estadual

Irati possui mais de 21mil automóveis e mais 5mil motocicletas

Fontes: IBGE; PNUD, Ipea; FJP; SEAB/PR: Dados mais recentes disponibilizados

Texto/Foto: Karin Franco e Jaqueline Lopes

Fotos: Karin Franco/Hoje Centro Sul e Jaqueline Lopes/Hoje Centro Sul

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