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Edição 976 - Já nas bancas
03/07/2017

Editorial - Diante da balança

Editorial - Diante da balança

Um em cada cinco brasileiros está acima do peso. A prevalência da doença obesidade passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde em meados de abril de 2017. Os números fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas. O resultado reflete respostas de entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53,2 mil pessoas maiores de 18 anos.

O crescimento da obesidade também pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão. As doenças crônicas não transmissíveis pioram a condição de vida e podem matar.

A pesquisa também mostra a mudança nos hábitos alimentares da população. Os brasileiros estão consumindo menos ingredientes considerados básicos e tradicionais. O consumo regular de feijão diminuiu de 67,5%, em 2012, para 61,3%, em 2016.

Apenas um entre três adultos consome frutas e hortaliças em cinco dias da semana. De acordo com o Ministério da Saúde, esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

Em Irati e região não é diferente. Há muita gente com sobrepeso ou obesidade, tendo uma qualidade de vida ruim devido a isso, sem se dar conta que o peso acima do normal é um dos fatores de risco para pequenos problemas, como a insônia e a dor nas articulações, ou para doenças que podem matar como a hipertensão ou pressão alta.

A reportagem do jornal traz dois casos reais, um de uma jovem que recorreu à cirurgia bariátrica e perdeu 50 quilos. Outra de um jovem que perdeu 12 quilos em um único mês fazendo dieta sem o acompanhamento profissional e teve problemas de saúde devido à alimentação inadequada. Também a diferenciação entre sobrepeso e obesidade, que dependem do Índice de Massa Corporal, além de orientações de uma médica endocrinologista sobre o que deve ser feito, após constatado o problema.

Uma das primeiras dicas é procurar ajuda especializada de médico, nutricionista, fisioterapeuta e/ou profissional de educação física, assim que se perceber o aumento considerável mensal da peso, segundo a endocrinologista, um quilo ou mais por mês.

Os jovens que conseguiram perder peso concordam que é preciso auxílio para emagrecer, mas, mais do que isso, enfatizam que é preciso rever os hábitos alimentares e ter disciplina no controle alimentar. Seja emagrecendo por fazer dieta ou cirurgia bariátrica, em ambos os casos, não há segredo: sem uma alimentação adequada é impossível perder peso ou manter-se magro.