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Edição 962 - Já nas bancas!
10/04/2017

Corpo de Bombeiros de Irati pede nova estrutura para melhorar atendimento

Reunião discutiu a transformação do 3º Subgrupamento de Bombeiros de Irati em um Grupamento e o seu desmembramento do 2º Grupamento de Ponta Grossa. Mudança poderá aumentar o efetivo da região, que possui muita demanda de atendimento

Corpo de Bombeiros de Irati pede nova estrutura para melhorar atendimento

Uma reunião na manhã de quinta-feira (06), no Corpo de Bombeiros de Irati, discutiu a necessidade de reestruturação do 2º Grupamento de Bombeiros, em Ponta Grossa, alterando a estrutura em Irati devido à grande demanda de atendimentos na região.

A proposta discutida é que o 3º Subgrupamento de Bombeiros de Irati se transforme em Grupamento e assuma 20 municípios que hoje estão sob o comando de Ponta Grossa. Atualmente, a área é uma das maiores do Paraná, com cerca de 40 municípios sob o mesmo comando, se estendendo de General Carneiro até Arapoti.

“É uma área muito extensa, que está atendendo muito e que já está com uma estrutura saturada e limitada. Nós estamos desenvolvendo uma ideia, transformando em projeto e angariando a simpatia e a mobilização da nossa comunidade”, explica o comandante do 3º Subgrupamento de Bombeiros de Irati, capitão Jorge Augusto Ramos.

Durante a reunião, o comandante comentou como está constituída a atual estrutura e quais os benefícios que a mudança irá trazer. Segundo ele, com a mudança, o atendimento ficará melhor em mais cidades. “Com esse trabalho nós teremos uma melhoria significativa no atendimento. Hoje na nossa região nós temos bombeiros em Irati, União da Vitória e São Mateus, e bombeiros comunitários em Prudentópolis, Imbituva, Mallet, General Carneiro e Rebouças. Com essa estrutura proposta agora nós temos condição em todos esses municípios de termos bombeiro militar. Então, a presença mais próxima das comunidades. Sem contar municípios como Bituruna, Cruz Machado e Inácio Martins que hoje não têm estrutura nenhuma, que também dentro dessa reestruturação, poderão ter alguma estrutura do bombeiro”, disse comandante.

De acordo com o comandante do 2º Grupamento de Bombeiros, tenente coronel Wilson José Schirlo Mayer, a mudança também trará um aumento de efetivo para a região. “Nós temos o efetivo para atender as ocorrências, o que nós precisamos é desse desmembramento, a criação de um grupamento, para criar novas vagas e aí dar um melhor atendimento”, comenta.

A estimativa é que mais de 200 vagas sejam criadas após a reestruturação, isso porque cada estrutura demanda uma quantidade diferente de efetivo. “O efetivo de um Grupamento beira aos 300 componentes. Hoje na nossa região temos 83 bombeiros. Então é um aumento significativo”, explicou o capitão Jorge Augusto Ramos.

Além do aumento de efetivo, ocomandante do 2º Grupamento destaca que é necessário também um trabalho em relação aos equipamentos. “Nós temos que ter, além do efetivo que nós necessitamos,recursos para a compra de materiais e viaturas, não adianta eu ter efetivo e não ter viatura e equipamento, eu tenho que ter viatura, equipamento e efetivo condizente com a área que a gente vai atuar”, relata.

Para ocapitão Jorge Augusto Ramos, o equilíbrio entre efetivo e equipamentos é essencial para realizar o atendimento. Atualmente, como a estrutura é de um subgrupamento e não de um grupamento, os números ficam limitados. “Nós temos os equipamentos e efetivos, estrutura condizente com a nossa posição na estrutura. As sessões de bombeiros todas elas possuem os caminhões, as ambulâncias, os veículos de combate, os materiais adequados e o efetivo relativamente adequado ao número previsto. O que acontece é que este número está insuficiente perante o tamanho e a quantidade de ocorrências. Tanto em São Mateus, quanto em Irati, quanto em União da Vitória, nós temos guarnição de um caminhão e de uma ambulância. Qualquer ocorrência que demanda maior número de viaturas e efetivo, nós temos que chamar o pessoal de casa ou atender com o pessoal do serviço administrativo. Muitas vezes o comandante larga o comando, veste a roupa de incêndio e vai para o incêndio porque essa estrutura é limitada”, explica.

Segundo capitão Jorge Augusto Ramos, o atendimento dos bombeiros comunitários nos municípios também possui limitações, além de fazer com que os municípios paguem por um serviço que é do estado. “O bombeiro militar faz a prevenção, faz o combate ao incêndio, faz até o pré-hospitalar com as ambulâncias no padrão Ciata, talvez a maior demanda na região, os trabalhos de busca e salvamento e também os trabalhos de socorro público, incluindo as ações de defesa civil. Então, é um trabalho mais completo porque é prerrogativa única e legal do estado. Nem o governo federal faz, nem o município faz, quem faz é só o governo do estado por previsãoconstitucional. O bombeiro comunitário ficou limitado porque é um convênio, o estado delegou para essa função apenas o combate a incêndio e ação de defesa civil. Nem que a gente quisesse, todo o movimento de ampliar essa gama de serviços ele se torna irregular e beirando a ilegalidade. Por isso a gente tem que avançar”, relata.

Uma reunião na Amcespar, com os prefeitos e representantes da região, está sendo planejada para discutir novamente o assunto. O prefeito de Irati, Jorge Derbli, também anunciou que deve levar o pedido para uma reunião que terá com o governo do estado logo após a páscoa. “Nós temos uma conversa, depois da páscoa, uma agenda exclusiva para o município de Irati com os deputados que representam o nosso município de onde a gente vai solicitar dentre várias obras que nós temos de compromisso com a população, de trazer recursos para Irati, a gente vai aproveitar e tratar desse assunto também que seria a mudança de subgrupamento para grupamento do Corpo de Bombeiros de Irati”, disse.

Além do comandante do 2º Grupamento de Bombeiros, tenente coronel Wilson José Schirlo Mayer e do comandante do 3º Subgrupamento de Bombeiros de Irati, capitão Jorge Augusto Ramos, também estiveram presentes na reunião o prefeito Jorge Derbli, os vereadores Roni Surek,Rogério Kuhn e José Bodnar, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Irati, Luiz Carlos Ramos, além de representantes de entidades locais e imprensa.

Texto/Foto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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