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Edição 982
03/04/2017

MP pressiona Câmara de Irati a decidir sobre Caso Wilson Karas

Ministério Público pediu investigação do presidente da Câmara Municipal de Irati, Hélio de Mello e do 1º secretário, Marcelo Rodrigues, por suspeita de lentidão sobre recomendação administrativa pedindo a investigação de Wilson Karas

MP pressiona Câmara de Irati a decidir sobre Caso Wilson Karas

A promotora Gabriela Cunha Melo Prados expediu para a Polícia Civil na terça-feira (28) um pedido de instauração de termo circunstanciado para a investigação de infração penal de prevaricação em face do presidente da Câmara Municipal de Irati, Hélio de Mello e do 1º secretário, Marcelo Rodrigues.

O Ministério Público suspeita de que possa ter havido uma lentidão quanto à recomendação administrativa expedida no dia 17 de fevereiro, que pedia uma investigação em relação às suspeitas deirregularidades que poderiam ter sidocometidas pelo vereador Wilson Karas.

Em contato com o Ministério Público, foi confirmado o pedido de investigação, mas a promotoraGabriela Cunha Melo Prados preferiu não se manifestar porque o procedimento ainda está aberto.

O presidente da Câmara de Vereadores, Hélio de Mello, disse que ainda não houve nenhuma comunicação oficial sobre a investigação. Em relação à suspeita de lentidão no cumprimento da recomendação do Ministério Público, o presidente afirma que foi realizado o procedimento normal. “Conforme já me pronunciei na última Sessão, não houve lentidão, nem omissão, muito menos engavetamento. O que houve foi uma série de providências com a finalidade de averiguar a situação denunciada com seriedade e comprometimento”, explica.

Em uma nota de esclarecimento, o presidente detalhou sobre o que foi feito. “Desde que a recomendação foi recebida, no dia seguinte passou a ter encaminhamento dentro desta casa de leis. A primeira providência foi expedir ofício ao próprio Ministério Público, solicitando a colaboração no sentido de fornecer cópia de todos os documentos referentes ao procedimento, pois nos foi encaminhado apenas um ofício e também à cooperativa Girassol para que fornecesse cópia de seu estatuto e seu livro de atas, uma vez que a recomendação se trata de averiguação da participação de vereador como diretor de empresa, o que é vedado pela Lei Orgânica Municipal”, disse.

Hélio de Mello ainda complementa que o caso foi repassado para a Comissão de Ética Parlamentar. “O procedimento foi encaminhado à Comissão de Ética Parlamentar, a qual, inclusive, já iniciou os seus trabalhos. Após manifestação da Comissão de Ética, o parecer juntamente com a Recomendação Administrativa nº 002/2017, serão levados ao Plenário para análise, apreciação e deliberação pelos vereadores”, relata o presidente.

O vereador Marcelo Rodrigues também disse que a Câmara de Vereadores de Irati está trabalhando normalmente no processo. “A Câmara está trabalhando normalmente”, disse. Ele ainda acrescentou que a Comissão de Ética deve se reunir nesta sexta-feira (31) para analisar a documentação obtida.

A reportagem entrou contato com o vereador Wilson Karas, mas ele não atendeu as ligações e não retornou até o fechamento da reportagem.

Entenda o caso

Em novembro do ano passado, o Ministério Público protocolou duas ações na Justiça Eleitoral contra o vereador Wilson Karas por suspeita de compra de votos.  No início de fevereiro deste ano, a Justiça Eleitoral mandou arquivar os processos por considerar que não havia provas suficientes. O Ministério Público recorreu do caso.

Além da compra de votos, o Ministério Público também suspeita que o vereador Wilson Karas tenha participado da diretoria de uma cooperativa, enquanto vereador, o que não é permitido.No dia 17 de fevereiro, o Ministério Público protocolou na Câmara de Vereadores de Irati uma recomendação administrativa para investigar as suspeitas de irregularidades.

Texto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

Foto: Arquivo/Hoje Centro Sul