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Edição 952 - Já nas bancas!
27/03/2017

8ª CIPM recebe novas armas para ajudar na segurança pública

Novos equipamentos ajudarão a Polícia Militar a combater as quadrilhas especializadas, como as quadrilhas que assaltam bancos

8ª CIPM recebe novas armas para ajudar na segurança pública

A 8ª Companhia Independente da Polícia Militar recebeu novos equipamentos que deverão ajudar no combate às quadrilhas especializadas.

Foram recebidos armas não letais, como sprays de pimenta, e armas letais, como metralhadora 9mm e fuzil carabina 5,56. Os equipamentos foram enviados pelo Governo do Estado do Paraná e,na mesma remessa,também houve atendimento à Polícia Civil do estado.

“Hoje nós estamos aptos a fazer frente a um poderio de fogo dessas quadrilhas especializadas, principalmente quadrilhas de maçarico, explosão de caixa eletrônico, de cofre, que vem aí assombrando a população paranaense”, disse o comandante da 8ª CIPM, major Joas Carneiro Lins.

Os policiais que irão operar as armas estão recebendo treinamento desde terça-feira (14). “O treinamento está voltado para as equipes de radiopatrulha, policiamento móvel do nossomodulo móvel, de forma a ter condições de dar apoio e receber apoio quando uma situação de emergência, uma situação de confronto, na iminência de encontro com essas quadrilhas”, conta o comandante.

“Esse treinamento é voltado para, tecnicamente, habilitar esses policiais quanto ao uso correto do armamento, a forma correta de transportar, de municiar e também o equipamento não letal, como o spray de pimenta, para evitar qualquer tipo de reação negativa, resistência, por parte de algumas pessoas que cometem crimes”, disse. O treinamento deverá durar até o fim do mês.

Segundo o comandante,até então apenas as equipes especializadas da Polícia Militar possuíam armas comoas metralhadoras9 mm e fuzis carabina 5,56. Com isso, quando acontecia uma ocorrência como uma explosão de um caixa eletrônico, o policial que atua na equipe de radiopatrulha não tinha meios de realizar um combate eficiente e ágil.

“É uma estratégia deles, eles vão a cidades pequenas onde o efetivo é reduzido e esperam o momento em que a viatura acaba recolhendo para o destacamento ecolocam cadeado no portão, taco de aço na roda da viatura, disparando contra a equipe policial. Enquanto isso, os outros marginais estão ativando explosivo, explodindo caixa eletrônico ou cofre e daí acaba dificultando um atendimento mais rápido”, disse. Com os novos equipamentos, os efetivos deverão estar preparados para enfrentar este tipo de ação.

Os equipamentos serão usados nos dez municípios de abrangência da 8ª Companhia. “O governo comprou esses equipamentos para que sejam colocados lá na ponta, lá no destacamento”, disse. De acordo com o comandante, alguns municípios como Imbituva e Rebouças já estão usando as novas armas.

O comandante ainda revelou que já há um estudo para a compra de armas de choque não letais. “Essas estão em análise para compra. As guardas municipais estão usando muito. Tem uma previsão de estudo da utilização ou não”, conta.

Crítica

O comandante ainda comentou algumas críticas em relação à atuação da Polícia Militar. Segundo ele, a comunidade não compreende algumas ações e enfatiza que é necessário entender que a polícia possui responsabilidades que o bandido não tem. “O bandido, marginal, não tem o que perder, então qualquer disparo que efetuar, para ele tanto faz. Para nós é diferente, nós temos primeiro a preservação da vida, segundo a preservação da vida do policial,  e terceiro sim, a ação. Ele [bandido] vai tentar para ter êxito em sua fuga, ele vai tentar fazer isso [atirar]. Já o policial não, além de ter a técnica de utilização e saber onde vai parar esse disparo, ele tem que saber a forma, o ângulo de tiro, não é instintivo, é tudo planejado”, explica.

Ele também comentou sobre as operações no trânsito e negou que a polícia realiza essas ações para arrecadar dinheiro. “Nós fazemos operação blitz sim, para a fiscalização de veículo, o intuito é retirada de armas, tráfico de drogas, prisão de foragidos da justiça e recuperação de veículo, por último está a fiscalização de trânsito. Não é indústria da multa. A nossa obrigação é proteger a sociedade. Nós estamos aqui para isso, trabalhando todo dia, de forma estratégica para melhor cuidar”, disse.

Prevenção

Major Joas ainda comentou que a Polícia Militar tem atuado através da prevenção para evitar o aumento nos índices de criminalidade. Ele explica que em Irati são realizadas dois tipos de operação: Pontual e de barreira. “A barreira você monta ela e faz visita a estabelecimentos, no comércio, no banco, no horário de abertura e fechamento. E temos a pontual também, que você faz na entrada e saída das cidades”, conta.

São realizadas cerca de 30 operações por dia nos municípios de abrangência da 8ª Companhia para evitar armas ilegais e tráfico de drogas. Somente em Irati, são realizadas oito operações por dia. “Por conta disso, em Irati principalmente, nós tivemos apreensões de armas e drogas, e até retirada de foragidos da justiça, pessoas com mandado de prisão em aberto”, comenta.

O comandante acredita que o aumento no índice de furtos e roubas observado na região é devido ao tráfico e principalmente às fugas e liberação de presidiários que aconteceram nos últimos tempos. “O crime organizado precisa de dinheiro. Eles precisam de dinheiro para quê? Para que possam estruturar e reestruturas para as futuras ações deles. Compra de armamento, compra de veículo.Mas, nós conseguimos com o levantamento de inteligência reduzirsignificativamente”, disse.

Atualmente, a 8ª Companhia realizou operações pontuais nos bairros Alto da Glória e Alto da Lagoa. Este último bairro tem recebido policiamento constante porque um levantamento mostrou que o bairro é utilizado como rota por foragidos da polícia. “Não porque são pessoas humildes que moram lá, pelo contrário, nós temos um respeito muito grande porque são trabalhadores, pessoas de bem que moram também nesses lugares e por condições às vezes não tem outra forma morar em locais onde o crime se instala”, explica.

Efetivo

O comandante diz que o trabalho da 8ª Companhia tem sido feito com metade do efetivo. “De 100% eu trabalho com 48%. Questões de saúde, de afastamentos, férias, e pessoal que está pedindo a aposentadoria. Mesmo assim, nós conseguimos trabalhar de forma satisfatória. Nósentendemos pelo número de policiais e pelo índice de ocorrências que vem acontecendo aqui na cidade”, disse.

Ele reconhece que um aumento do efetivo seria benéfico para que a população tivesse uma sensação de segurança maior. “Quanto mais, melhor, porque a sensação de segurança não tem como mensurar, não tem como se mostrar, mas você tem como satisfazer, ter um índice satisfatório. Estando a polícia, está mais tranquilo”, disse.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Fotos: Divulgação/PM

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