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Edição 952 - Já nas bancas!
13/03/2017

Irati participa da Greve Internacional das Mulheres

Irati participa da Greve Internacional das Mulheres

Mulheres se reuniram em uma marcha na tarde de quarta-feira (08) nas principais vias de Irati. Elas partiram da rua Dr. Munhoz da Rocha e seguiram em direção à Previdência Social.

A marcha foi promovida pelo Cras da Lagoa e faz parte de um movimento mundial chamado “Greve Internacional de Mulheres”. O objetivo é chamar a atenção para discussões a respeito da mulher no mercado de trabalho e na sociedade, além da violência à mulher.

Além da marcha, também foi promovido durante a tarde um apitaço e debates sobre a representação da mulher na sociedade. Os participantes ainda abordaram as mulheres para parabenizar pelo Dia Internacional da Mulher e explicar sobre o movimento que estava sendo realizado.

De acordo com Rafaela Maria Ferencz, psicóloga do Cras da Lagoa, o movimento foi positivo, principalmente porque muitas mulheres puderam expor as violências que sofrem. “Foi bem legal o dia, a gente conversou com muitas mulheres. A maioria das mulheres que a gente abordou para conversar hoje relataram violências pra gente”, conta. Segundo ela, a principal violência citada foi adoméstica, através da agressão física e verbal, além da humilhação. “Aquela questão de que mulher não tem voz, não tem vez, ela tem que se calar, não falar do que está acontecendo”, relata.

“A ideia da luta é essa: de dar visibilidade principalmente para as violências que a gente sofre todos os dias. Uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, uma mulher é agredida a cada 5 minutos e várias mulheres são mortas, uma a cada duas horas são mortas. E isso é por causa da violência do machismo, porque muitas vezes a mulher é agredida porque é mulher, não é porque ela fez alguma coisa como as pessoas acham”, explica. “A única coisa que a gente quer é respeito. Respeito e viver em harmonia”, disse.

Também participaram da programação os movimentos das mulheres do MST, das mulheres camponesas e de coletivos feministas, como o coletivo Dandara dos Palmares, da Unicentro.

Texto/Fotos: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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