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Edição 947 - Já nas bancas!
10/03/2017

Corpo de Bombeiros registra aumento de queimadas na zona urbana

O Corpo de Bombeiros tem registrado um aumento atípico para a época de queimadas em terrenos da zona urbana de Irati. Segundo comandante, motivo pode ser legislação que obriga a limpeza de terrenos baldios

Corpo de Bombeiros registra aumento de queimadas na zona urbana

O Corpo de Bombeiros de Irati tem registrado um aumento das queimadas urbanas em pátios do município. De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Irati, Jorge Augusto Ramos, esse aumento coincide com a maior fiscalização realizada pela prefeitura que pretende cumprir uma legislação que obriga que donos de terrenos baldios limpem os locais. A não limpeza poderá gerar multa.

“A gente tem notado que essas queimadas, elas tem sido produzidas em terrenos que tiveram recente algum trabalho de limpeza.Feita a roçada ou algum tipo, e com isso o combustível depositado, restos orgânicos secos pelos sol, perdem a umidade e secam. Essa é um dos problemas.  Então nós temos uma questão de um decreto municipal, de uma orientação do município, pra que os munícipes cumpram a legislação e façam a limpeza do terreno, então isso posto, um dos geradores de problema é esse, com relação específico aos incêndios”, comenta o comandante do Corpo de Bombeiros de Irati, Jorge Augusto Ramos.

Segundo o comandante, neste início de ano foram registradas cinco queimadas na zona urbana, um número atípico para o verão. “Não é um número alarmante, mas para o período não é comum a ocorrência de incêndio ambiental”, relata. Ele explica que o normal é registrar essas queimadas logo após o inverno, quando as geadas começam a diminuir. “A partir de junho até outubro é o ápice, então por conta do inverno”, explica.

Perigo e proibição

No entanto, a queimada em terrenos urbanos é proibida por causa da sua periculosidade. “No quadro urbano não se pode fazer queimada. É proibida a questão de uso de fogo de maneira indiscriminada. O que é a queimada? A queimada é a queima controlada e desde que autorizada pelo poder concedente, ou é o IAP ou Secretaria de Meio Ambiente, mas de antemão a gente sabe que no quadro urbano não é permitido a utilização de fogo para limpeza de terrenos, ela está mais condicionada a questão de uso pastoril, agrícola”, conta.

A queimada sem autorização pode gerar multa. “Quando a gente atende um incêndio ambiental, a gente faz um registro e encaminha para o órgão competente para que ele averígue se tem ou não essa liberação. Se a pessoa não tinha, vai sofrer algum tipo de sanção que pode ser multa, pode ser algum tipo de sanção do órgão ambiental”, explica.

Um dos temores é que o fogo possa atingir outros pontos da zona urbana e se espalhar, causando mais prejuízo. “Pode causar incêndio em uma casa vizinha, nós temos prejuízo para a rede elétrica que a caloria sobe e pode danificar a rede elétrica, então tem um prejuízo patrimonial muito grave que muitas vezes pode ser evitado. Temos o prejuízo ambiental, primeiro pela questão do ar, ainda mais na cidade tem a questão da fumaça, tem os gases provenientes da queimada vão gerar prejuízo para toda a comunidade. Nós temos o prejuízo para o próprio solo, principalmente em áreas que tem declive. Um terreno que tenha desnível, nós vamos causar um empobrecimento do solo com a questão da queimada e na sequência vai ter erosão, vai deixar aquele solo desprotegido, vai levar terra, vai retirar material, a enxurrada vai retirar material daquele terreno e vai levar para rua, vai levar para o bueiro, vai levar para o rio, então tem um prejuízo conseqüente e começa tudo com uma queimada inconsequente do solo”, explica.

Além disso, a diversidade da fauna também pode ser atingida. O comandante do Corpo de Bombeiros de Irati comenta que muitas vezes, animais que estavam em áreas atingidas por queimadas não têm para onde ir, ou acabam morrendo devido ao fogo. “São animais que são importantes para o equilíbrio que são os sapos, lagartixas, lagartos, esse tipo de animal que acaba fazendo um controle principalmente de inseto”, conta.

O verão atual está sendo marcado por períodos de secas e depois de chuvas. Entretanto, segundo o comandante, é o vento que pode ser o complicador de um incêndio no meio urbano. “Nós temos um período de sol a pino por muitos dias, mas principalmente em dias de vento, é muito perigosa essa questão, que pode potencializar essa caloria de um incêndio, e vir até causar o incêndio de uma residência, indústria próxima. Esse risco é bastante grande nesse tipo de prática”, relata.

Orientações

Por isso, a orientação é que se evite a queimada e se realize a limpeza com mais frequência, com intervalos de dois ou três meses, por exemplo. “Façam as limpezas em menor tempo, com mais frequência façam essa limpeza, para que a quantidade de material não cresça de maneira a ser propício um incêndio. Até porque, por mais que não seja o proprietário que esteja causando incêndio, passou alguém lá e viu um mato seco e por um ato de vandalismo, por uma brincadeira de criança, colocou fogo. A responsabilidade continua sendo do proprietário.O mato baixo, aquele mato cortado ele vai ser depositado no solo, num breve período de tempo ele vai apodrecer, ele vai incorporar na terra e não vai causar nenhum tipo de problema, o terreno vai ficar limpo e o pessoal consegue atender a questão dessa vida urbana, que prevê o terreno limpo, e sem causar risco”, explica.

O comandante aconselha ainda que os proprietários procurem utilizar os terrenos na zona urbana. “É aquela questão que é de legislação que as pessoas mantenham seu terreno murado com a calçada pavimentada como tem que ser por legislação, então que se faça a calçada propriamente dita, o terreno seja murado e vai diminuir bastante esses riscos de incêndio. Nós somos uma comunidade, então aquilo que você faz de ruim afeta o teu vizinho, então nesse sentido a gente tem que observar outras destinações, para evitar que o terreno fique sujo, utilizando para alguma prática de plantar uma horta, fazer algum tipo de plantação, plantar árvores de fruta, dar uma utilidade para aquele terreno até que você vá fazer a utilização para construção, pra aquela questão que o lote urbano foi feito pra isso, pra moradia ou para utilização de equipamento público”, disse.

Texto/Foto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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