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Edição 952 - Já nas bancas!
13/02/2017

Desentendimento atrapalha transporte escolar em Gonçalves Júnior

Desentendimento atrapalha transporte escolar em Gonçalves Júnior

Um desentendimento entre um proprietário de terreno rural e a prefeitura está atrapalhando o transporte escolar de crianças de 4 a 12 anos na comunidade de Gonçalves Júnior, em Irati.

Os ônibus não estão conseguindo deixar as crianças em frente à Escola Municipal dos Colonizadores. O proprietário do terreno vizinho à escola, Léucio Konopka, alega que, em 2016, a prefeitura invadiu sua propriedade ao fazer a estrada de acesso ao portão da escola. Uma cerca foi construída, ocupando metade da via e impedindo a passagem dos ônibus.

O acesso à escola é realizado por uma via principal que já existia. Uma segunda rua paralela foi aberta para dar acesso direto ao portão da escola. A intenção do projeto inicial era que os ônibus escolares viessem pela rua principal, realizassem um contorno, entrassem na rua paralela, deixassem as crianças em frente ao portão da escola e, então, seguisse em frente voltando à rua principal.

No entanto, com o impedimento do trajeto, os ônibus possuem poucas opções: fazer uma volta por outra rua, percorrendo um trajeto maior, ou deixar as crianças próximas à escola.

Atualmente, as crianças estão descendo em uma rua próxima à escola e caminhando alguns metros na beira da estrada para chegar ao local. Crianças menores são buscadas por professoras. “Os pequenos de quatro anos para descerem”, conta a coordenadora DircéliaVinharski. Segundo a diretora Célia Grocholski, o acesso é essencial. “Essa ruazinha foi feita para segurança das crianças”, conta.

Nesta quinta-feira (09) a situação ficou mais complicada, com moradores chegando a ir em frente à escola para garantir a passagem dos ônibus. A diretora chegou a fazer um boletim de ocorrência sobre o caso, devido às discussões com o vizinho. A Patrulha Rural chegou ao local durante a tarde, após chamada da direção feita pela manhã. A patrulha registrou o ocorrido e orientou a direção da escola.

A diretora conta comunicou a Secretaria de Educação sobre o ocorrido.“Liguei para Secretaria e mandaram fazer ofício e fazer foto”, conta a diretora.

De acordo com o proprietário do terreno, Léucio Konopka, a prefeitura teria invadido a sua propriedade no momento da construção da estrada. À reportagem, ele explicou que a prefeitura abriu a segunda estrada que dá acesso à escola sem a sua permissão, invadindo parte de seu terreno. Ele explica que o local onde os ônibus fazem a volta é onde fica a sua propriedade. “Uma estrada sou obrigado, duas não sou obrigado”, disse. Ele conta que, desde que a via foi aberta no final de 2016, não recebeu nenhuma proposta de indenização e que ninguém da prefeitura conversou sobre o terreno. “Não vieram falar conosco”, disse.

O proprietário disse ainda que a prefeitura abriu um pouco mais uma das estradas, o que fez com que perdesse três metros do seu terreno, deixando um dos postes de luz à beira do barranco, correndo o risco de cair e deixar a propriedade sem energia elétrica. Segundo ele, o custo da troca do poste ficará em R$22 mil e a Copel o teria informado que este custo deveria ser pago por ele.

O proprietário afirma que entrou em contato com a prefeitura no ano passado, no dia 10 de dezembro de 2016, mas foi informado para realizar um protocolo. Até então, não recebeu mais nenhuma resposta. Ele conta que entrou em contato com um advogado e que está tomando providências judiciais sobre o assunto.

A secretária de Educação Rita de Cássia Penteado de Almeida confirmou que a situação ocorre desde o ano passado, e que a Secretaria buscará dialogar para entrar em um acordo. “O bom senso tem que prevalecer porque se trata de crianças”, disse.

Texto/Fotos: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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