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Edição 955 - Já nas bancas!
06/02/2017

Aulas começam na próxima semana e falta de professores é o maior desafio em Irati

Na rede municipal de ensino, em Irati, as aulas terão início no dia 7 de fevereiro e a secretária Rita Almeida comenta como estão os preparativos. Na rede estadual, as aulas iniciam no dia 15 de fevereiro

Aulas começam na próxima semana e falta de professores é o maior desafio em Irati

O município de Irati tem acelerado os preparativos para o início das aulas na rede municipal de educação, marcado para o dia 7 de fevereiro. Nesta última semana, os ônibus para o transporte escolar estão sendo revisados, as estradas nas principais linhas sendo atendidas e turmas sendo organizadas.

Segundo a secretária municipal de Educação, Rita de Cássia Penteado de Almeida, uma das maiores dificuldades nesta reta final está sendo a falta de professores. Ela explica que a maior dificuldade é para atender o Ensino Fundamental, em especial no interior do município. “Há muita falta de professores porque o último concurso foi em 2009. Desse tempo para cá aumentou consideravelmente as vagas, foram construídas escolas e não foi mexido no quadro. E nós temos os pedidos de aposentadorias e alguns pedidos de exoneração porque prestaram concurso para o estado”, relata.

A solução foi buscar estagiários. “O maior desafio agora é essa falta de professores, que nós estamos completando com estagiários do curso de Pedagogia, algumas licenciaturas e do magistério.Terminou o ano 2016, eram contratados 140 professores estagiários, hoje nós estamos em uns 80, estamos tentando remanejamento”, conta.“Estamos ajeitando a situação e contratando estagiários, mas estagiários são sempre professores que estão auxiliando, eles não podem ser o regente”, alerta.

A Secretaria de Educação de Irati optou pelo remanejamento de turmas para conseguir encaixar os professores. “Nós estamos enxugando um pouquinho assim: tem turmas nas escolas do interior que tem oito alunos por turma. Juntando turmas, não é o ideal, não é isso que eu queria, mas enquanto em uma escola aqui da cidade estamos com 32, 34 alunos por turmas, no interior e alguns bairros, por exemplo, Camacuã”, comenta. Segundo a secretária, uma turma de quarta série com oito alunosfoi remanejada da escola Camacuã para Tancredo Martins. A escola do Camacuã tem apenas 32 alunos e deixará de funcionar o dia todo, funcionará só no período da tarde e alguns professores puderam ser destinados a outras escolas.

Rita de Cássia explica que um novo concurso está nos planos, mas ainda não há previsão de quando. “Os Recursos Humanos da prefeitura já me pediu um levantamento de quantos professores pediram aposentadoria desde 2009 para cá. Porque você sabe que o teto prudencial da prefeitura está no limite, não se pode contratar, mas um concurso municipal para a educação ela se faz necessário, então tem que fazer uma justificativa para o Tribunal de Contas. Então, isso são estudos primeiramente”, disse.

A secretária ainda comentou as mudanças realizadas na pasta. “Aqui na Secretaria foi dividido todas as áreas por departamento. Então departamento de Educação Especial, departamento de Jovens e Adultos, as próprias, os CMEIS... Nós nos organizamos e fizemos reunião com as diretoras, com as coordenadoras, já estamos fazendo o processo de licitação de uniforme escolar, que vamos dar continuidade ao uniforme escolar, já estão em processo de licitação para material didático” relata. Em relação aos materiais pedagógicos, a Secretaria pretende ampliar a sua distribuição gradativamente. Atualmente, apenas o pré, o primeiro ano e o segundo ano recebem o material.

Vagas na educação infantil

A educação infantil também tem sido alvo de atenção. Neste primeiro mês, a pasta já conseguiu abrir novas vagas. “Eu acho que foi uma vitória nossa nesses 30 dias nós conseguimos abrir 30 vagas. Tinha berçário fechado no CMEI Leopoldina Chudek, com espaço e professoras, e nós abrimos duas salas de berçário, que os berçáriosforam fechados e agora nós estamos abrindo”, relata. Ao todo, são dois berçários com seis vagas cada, mais um maternal. Outras 10 vagas também foram abertas nos demais CMEIS.

Essas novas vagas deverão ser preenchidas de acordo com uma fila de espera já existente. “Se eu pulo o cadastro e vou chamando aleatoriamente você sabe que há um descontrole total, então, nós estamos continuando com essa lista e estamos seguindo como está”, explica.

Apesar da criação de novas vagas, elas ainda não suprem a necessidade do município. “Tem muita gente na lista de espera. E nós temos que abrir os berçários onde jáexiste, então nós temos quatro CMEIS com berçário, dos doze que nós temos”, disse. “Dos doze nós precisamos ainda oito, só que falta de espaço. Temos que construir, mas não temos espaço, temos uns bem pequenos como é o caso da Vila Nova, que só tem duas salinhas, temos que ampliar. Mas tem um terreno lá que foi dado como pedra fundamental, começamos os trabalhos, mas está bloqueado. O dono do terreno embargou a obra porque a situação do terreno está irregular. Parou tudo. Então ali comporta um berçário, a escola e um CMEI maior”, relata.

Transporte

Enquanto isso, a Secretaria de Educação juntamente com o Pátio das Máquinas tentam encontrar meios de arrumar as estradas do interior e possibilitar que os ônibus levem as crianças para asescolas. No entanto, muitos ônibus também tiveram que passar por consertos devido a uma situação precária. Segundo a secretária, eles deverão estar disponíveis para o início das aulas. “Os ônibus já estão disponíveis, já estão trazendo alguns”, conta

Rede estadual

A rede estadual iniciará as aulas no dia 15 de fevereiro. Nesta quarta-feira (1º), as escolas iniciaram a distribuição de aulas, processo que deve se estender até o dia 11 de fevereiro. “Nós queremos dar toda assistência, todo o acompanhamento a todos esses diretores, todos esses professores, para que todos tenham o mesmo direito, seja a distribuição mais democrática possível para que as pessoas peguem no local que desejam e da melhor forma possível”, disse a chefe do Núcleo Regional de Educação, Marisa Massa Lucas.

Texto/Foto: Karin Franco/Hoje Centro Sul

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