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Edição 997 - Já nas bancas!
23/09/2016

Filme “No meu tempo era assim” ganha terceira edição

Filme “No meu tempo era assim” ganha terceira edição

As gravações  para a terceira edição do filme “No meu tempo era assim” foram finalizadas no último dia 11,na Serra do Tigre, interior do município de Mallet. O filme, idealizado pelo diretor Romualdo Surmacz, morador de Rio Azul, relembra os costumes e histórias da comunidade ucraniana da região.

A terceira edição é uma continuidade dos filmes  “No meu tempo era assim” e “No meu tempo era assim 2” que fizeram grande sucesso em Rio Azul e região. “Ele mostra um pouco da cultura dos ucranianos, um pouco das lendas, dos mitos, ele vem continuando a história das panelas de ouro, que é a busca da riqueza. O povo vivia sonhando com riquezas e alguns enterravam suas panelas, para que tivessem garantia para que essa riqueza não fosse roubada, ou, por causa da guerra, e perdesse tudo", comenta o diretor.

O diretor  conta que o filme também mostra o processo de fabricação da erva-mate e os demais tipos de trabalho realizados pelo ucranianos entre os anos 50 e 70. Também, enfatiza a religiosidade  dos descendentes desta etnia. "Na última gravação, fizemos a bênção da cesta de páscoa e a dança da Hailka que é a dança da comemoração da ressurreição de Cristo”, relata Romualdo.

As gravações começaram a ser feitas em julho e o diretor relata a expectativa para que o trabalho seja concluído. “Iniciamos as gravações no mês de julho e foram trabalhados quatro fins de semana, o dia todo. E fizemos a conclusão dos trabalhos no dia 11 de setembro, está indo para a edição e o filme deverá ficar pronto no fim de outubro, começo de novembro”, conta o diretor.

As cenas desta terceira edição do  filme “No meu tempo era assim”  foram gravadas em Imbituva, Rio Azul, Mallet e União da Vitória - onde ocorreu a filmagem com a Maria-Fumaça. Cerca de 150 pessoas estiveram envolvidas com as gravações. “Cada lugar procurei envolver o pessoal da comunidade”, disse Romualdo.

A produção da terceira edição tem tido apoio da Prefeitura de Rio Azul e da Secretaria Municipal de Cultura, além de doações e colaborações de diversas pessoas da comunidade. “A cultura do nosso país depende de pessoas que se envolvam nela e tentem levar adiante. Nós temos muito talento que está parado por falta de apoio. Rio Azul é um berço de artistas, cantores, atores, gaiteiros e violeiros. Então é preciso alguém para ajudar a alavancar isso”, disse.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Fotos: Divulgação

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