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Edição 1183 - Já nas bancas!
27/11/2019

Editorial - Saúde e força política

Editorial - Saúde e força política

O Hospital de Caridade São Vicente de Paulo de Guarapuava está construindo seu novo hospital do câncer. A proximidade com Irati fez com que muito se questionasse sobre os planos futuros do hospital Erasto Gaertner em Irati. Um dos principais gatilhos foi o anúncio da participação do hospital de Curitiba no gerenciamento do hospital de Guarapuava.

O esclarecimento veio na última semana, com a direção do Erasto Gartner garantindo aos prefeitos da região que não haverá nenhuma mudança na unidade instalada em Irati. Há inclusive planejamento de ampliar serviços e negociações para a compra de um possível hospital.

No entanto, durante a reunião, admitiu-se que o que poderá ter mudanças é a proposta do futuro hospital do câncer em Irati. O projeto original planejava oferecer radioterapia. No entanto, o novo hospital em Guarapuava também oferecerá tal tratamento e o equipamento será comprado com recursos federais – logo o Ministério da Saúde pode dificultar o repasse de verbas para o mesmo propósito em Irati, por questões de melhor uso de dinheiro público.

O resultado é que provavelmente a radioterapia será tirada do projeto, já que o custo do equipamento de radioterapia de modo privado é de R$ 10 milhões. A ideia é refazer o projeto e pensar em alternativas que complementem e aproximem ainda mais o tratamento.

Contudo, o que ficou implícito durante a reunião é que a força política, de representação local em esferas estaduais e federais, é o que tem ajudado a tornar rápido o processo de construção do hospital em Guarapuava.

A dificuldade de uma representação local que tenha força política em outras esferas de poder faz com que os municípios da região deixem de ter acesso a conquista de grandes recursos de forma rápida, como aconteceu na região vizinha. Muitos processos demoram um longo tempo e situações têm de ser renegociadas diversas vezes com diferentes governos e diferentes gestões para conseguir beneficiar a população local.

Apesar deste contexto, a boa notícia é que os planos de trazer serviços para o tratamento de câncer para a região continua. Talvez não do modo pensado originalmente, mas continuará mesmo assim beneficiando muitos.